Wilson tem poucos dias para confirmar fama de “demolidor de caciques” e conquistar vaga no Senado

Depois de derrotar Omar, David e Amazonino Mendes em 2018 e Eduardo Braga em 2022, ex-governador tenta repetir sua força eleitoral em uma disputa aberta pela segunda vaga do Amazonas

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Wilson Lima chega aos últimos dias da campanha para o Senado diante de um desafio que conhece bem: superar adversários de longa trajetória política. Eleito governador em 2018 e reeleito em 2022, ele construiu as duas vitórias em confrontos com nomes que já haviam comandado o Amazonas. Agora, precisa transformar esse histórico em votos até domingo, 4 de outubro.

A primeira vitória deu origem à imagem de “demolidor de caciques”. Em 2018, Wilson disputou o governo contra Amazonino Mendes, então governador e uma das figuras mais experientes da política amazonense. Passou ao segundo turno e venceu a eleição. Foi a campanha em que deixou de ser uma novidade eleitoral para derrotar um adversário que já havia governado o estado várias vezes.

Quatro anos depois, o adversário no segundo turno foi Eduardo Braga, também ex-governador e senador. A trajetória de 2022 teve uma diferença: Wilson já chegou à reta decisiva na liderança do primeiro turno. Confirmou o favoritismo nas urnas e conquistou a reeleição, demonstrando capacidade de manter o apoio de seu eleitorado diante de outro nome de peso da política local.

A eleição para o Senado apresenta uma dinâmica diferente das duas disputas pelo governo. O Amazonas escolherá dois senadores, e Wilson enfrenta, entre outros candidatos, Eduardo Braga, Capitão Alberto Neto e Plínio Valério. A questão para sua campanha é se o eleitor que o levou duas vezes ao governo também lhe dará um dos votos para o Senado.

Os levantamentos mostram por que os dias finais são decisivos. Na pesquisa Projeta realizada entre 14 e 18 de setembro, Wilson apareceu com 16,77% das intenções de voto no estado, com desempenho mais forte no interior. Já a Quaest divulgada em 24 de setembro o colocou atrás de Braga, Alberto e Plínio no quadro geral da disputa. As pesquisas usam metodologias e formas de apresentação diferentes; nenhuma delas determina antecipadamente o resultado.

É nesse espaço entre as pesquisas e as urnas que Wilson aposta em sua experiência de campanha. Seu histórico mostra duas vitórias contra adversários consagrados, mas também deixa claro o tamanho da tarefa atual: em 2018, ele surpreendeu; em 2022, confirmou uma liderança. Em 2026, terá de conquistar uma das duas vagas em uma disputa concorrida.

Restam poucos dias para saber se o ex-governador acrescentará um novo capítulo à fama de “demolidor de caciques”. Desta vez, a resposta virá dos votos para o Senado.

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