No último discurso proferido pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante um evento da União Nacional dos Estudantes (UNE), ele comemorou a derrota do "bolsonarismo" nas eleições de 2022 e afirmou ter derrotado a censura, a tortura e garantido a democracia e a livre expressão. No entanto, tais declarações são absurdas …
???? Coluna 21 de Gabriel F. Melo | A absurda fala do Ministro Barroso reforça postura político-partidário do STF

No último discurso proferido pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante um evento da União Nacional dos Estudantes (UNE), ele comemorou a derrota do “bolsonarismo” nas eleições de 2022 e afirmou ter derrotado a censura, a tortura e garantido a democracia e a livre expressão. No entanto, tais declarações são absurdas e demonstram uma preocupante desconexão com a realidade.
Ao afirmar que “Nós derrotamos o bolsonarismo”, Barroso revela um claro envolvimento político-partidário, algo incompatível com o papel de um ministro do STF. É preocupante que um representante do Judiciário, responsável por tomar decisões imparciais e resguardar a democracia, assuma uma postura de vitória sobre determinado grupo político.
Em primeiro lugar, é extremamente preocupante que um Ministro da Suprema Corte, uma instituição que deveria ser imparcial e garantir a justiça e a equidade, comemore publicamente a derrota de uma corrente política. A postura adotada pelo Ministro Barroso evidencia uma clara falta de neutralidade, contrariando o papel que deveria desempenhar na corte mais alta do país.
Ao atribuir a derrota do “bolsonarismo” à atuação do STF, o Ministro Barroso revela uma visão questionável dos limites de sua atuação como magistrado. É preciso lembrar que o STF não deve interferir diretamente no processo eleitoral e muito menos agir em benefício de algum candidato ou corrente política específica. A independência e a imparcialidade são princípios fundamentais para a manutenção da democracia e do Estado de Direito.
Além disso, ao afirmar que a derrota do “bolsonarismo” garantiu a democracia e a livre expressão, o Ministro Barroso ignora os diversos questionamentos que envolvem a atuação do STF nesses temas. O inquérito das fake news, por exemplo, tem sido alvo de críticas pela sua legalidade e pela forma como tem sido conduzido. Há relatos de censura e perseguição a pessoas que possuem opiniões divergentes em relação ao STF, o que vai contra os princípios democráticos e a liberdade de expressão.
A frase proferida pelo Ministro Barroso em 2021, “Eleição não se vence, se toma”, também merece destaque nesse contexto. Ela levanta questionamentos sobre a atuação dos ministros do STF e suas verdadeiras intenções. Será que eles estão agindo de forma imparcial, baseados no cumprimento da Constituição e das leis, ou estão trabalhando de acordo com seus interesses pessoais?
Essas declarações do Ministro Barroso e a postura adotada por parte do STF em determinados momentos levantam dúvidas sobre a imparcialidade e a independência do órgão. O papel da Suprema Corte é essencial para a democracia, e é imprescindível que seus ministros ajam de forma neutra, respeitando os princípios democráticos e assegurando a igualdade perante a lei.
É necessário que os ministros do STF exerçam seu papel de forma imparcial, garantindo a justiça e a equidade, em vez de se envolverem em disputas políticas e expressarem opiniões parciais. A credibilidade e a confiança na Suprema Corte são fundamentais para a estabilidade democrática do país, e é preocupante quando declarações como essas colocam em xeque esses princípios.











