Se há algo que a história nos ensinou, é que a Europa tem um talento notório para a apropriação de terras e culturas que não lhe pertencem. No entanto, parece que o presidente francês Emmanuel Macron tenta reescrever essa narrativa, desta vez com a Amazônia no centro do enredo. Em uma declaração audaciosa e, francamente, …
???? Coluna 43 de Gabriel F. Melo | Macron e a Tentativa de Apropriação Descarada da Amazônia

Se há algo que a história nos ensinou, é que a Europa tem um talento notório para a apropriação de terras e culturas que não lhe pertencem. No entanto, parece que o presidente francês Emmanuel Macron tenta reescrever essa narrativa, desta vez com a Amazônia no centro do enredo.
Em uma declaração audaciosa e, francamente, absurda, ele expressou o desejo de que a França seja reconhecida como um “país amazônico”. Em um encontro com embaixadores, Macron expressou seu desejo de que os países do Tratado de Cooperação Amazônica aceitem a adesão da França ao grupo, fazendo um apelo específico ao Brasil
A afirmação de Macron é mais do que apenas delirante; é um reflexo do velho complexo europeu de considerar-se o centro do universo. Ao afirmar que a França é um “país amazônico”, ele não só menospreza a soberania brasileira sobre a região, mas também tenta mascarar a longa história europeia de exploração e colonização.
Macron e seus aliados podem tentar se posicionar como defensores da Amazônia, mas a realidade mostra algo muito diferente. A tentativa contínua de financiar ONGs com agendas ocultas, o corte de verbas sob pretextos ambientais e a disseminação de informações manipuladas sobre desmatamento não são atos de salvadores, mas de neocolonialistas.
O Brasil é um cofre de riquezas minerais e biodiversidade. E a Europa sabe disso. Enquanto se esconde atrás de um véu de preocupação ambiental, os verdadeiros objetivos – ferro, ouro, nióbio, entre outros – estão à vista. A Amazônia não é e não pode ser um parque de diversões para as potências europeias explorarem à vontade.
A França, que se apresenta como modelo de sustentabilidade, registrou em 2022 uma cifra recorde de emissões de CO2 devido a incêndios florestais.
Só no verão passado a França contabilizou cerca de 50 mil hectares consumidos pelas chamas, o triplo da média registrada na última década. Então, como um país que não consegue manter suas próprias florestas intactas pode querer ditar como o Brasil deve cuidar da sua?
Macron, com sua retórica vazia e sua visão distorcida de “cooperação”, tenta vestir o manto de guardião da Amazônia. Mas a realidade é clara: essa é mais uma tentativa de dominação e exploração, revestida de boas intenções. O Brasil não precisa de salvadores autoproclamados. Precisa de respeito à sua soberania e ao seu papel como guardião legítimo da NOSSA Amazônia.











