Que tempo vivemos? Trago esse questionamento como uma forma de reflexão… As escolas, que deveriam ser locais seguros para o maior momento da vida de uma criança e adolescente, que é o da formação, da expansão do conhecimento e que agora se transformaram em locais de insegurança, palcos de tragédias.É lamentável e no mínimo vergonhoso …
???? Coluna 7 de Antonio Peixoto | Tema: Dias de incertezas

Que tempo vivemos? Trago esse questionamento como uma forma de reflexão…
As escolas, que deveriam ser locais seguros para o maior momento da vida de uma criança e adolescente, que é o da formação, da expansão do conhecimento e que agora se transformaram em locais de insegurança, palcos de tragédias.
É lamentável e no mínimo vergonhoso o que está acontecendo. Lamentável por estar transformando um local acadêmico em um ambiente de medo, pois hoje não tem um pai de aluno ou o próprio aluno que se questione se a escola do seu filho ou onde estuda é segura ou não e é vergonhoso ver a que ponto chegamos como humanidade, com as as doenças psíquicas e a instabilidade emocional de nossas crianças e jovens.
O que aconteceu ontem em Manaus, infelizmente é o reflexo do que há tempos já acontece em outros países e, que mais recentemente, vem acontecendo no Brasil.
E o que podemos fazer? Outro questionamento que levanto.
Como legislador, é meu dever combater a problemática através de projetos e cobranças ao Poder Público. Mas além de atacar o problema nas escolas, precisamos trabalhar o ser humano.
Precisamos estar conscientes de que em a maioria desses casos existem pessoas com sérios transtornos mentais.
O caso do mês passado, de São Paulo, o da última segunda-feira, aqui em nossa capital e tantos outros sempre têm como justificativa o bullying sofrido pelos autores dos ataques. E além de propor guardas e equipes multidisciplinares, com psicólogos, o que acho louvável por partes dos meus colegas vereadores, defendo a ideia de trabalhar a conscientização nas escolas.
O Projeto de Lei n⁰. 593/ 2021, de minha autoria, institui a criação do “Dia de conscientização e combate ao Cyberbullying”, com o objetivo de conscientizar, prevenir e combater a prática de intimidação sistemática pela internet. O PL visa promover o debate na sociedade, com destaque entre os alunos da rede pública e privada sobre a prática do crime que envolvam pais, professores e servidores.
Pesquisas mostram que 43% dos brasileiros já se envolveram com a prática de atos de violência psicológica, intencional e repetitiva de forma on-line. O Instituto de Pesquisa Ipsos também aponta que o Brasil é o 2º país com mais casos de cyberbullying contra crianças e adolescentes.
Números que impressionam e fatos que chocam…
Em meio aos sucessivos casos de violência em escolas está mais que provado que mais do que deixar de levar nossos ao ambiente escolar, é necessário unir vozes e forças e agir dentro de casa com exemplos saudáveis e fora, cobrando providências e ações.











