Em livro escrito com o jornalista Fabio Marchese Ragona, o papa Francisco defendeu a bênção da Igreja Católica a casais homossexuais. Vida — A Minha História na História será lançado na quarta-feira 19, mas teve trechos adiantados pelo jornal italiano Corriere della Sera, nesta quinta-feira, 14. Em mais de 300 páginas, Jorge Mario Bergoglio — …
???? Em livro, papa Francisco defende bênção da Igreja Católica a casais homossexuais

Em livro escrito com o jornalista Fabio Marchese Ragona, o papa Francisco defendeu a bênção da Igreja Católica a casais homossexuais. Vida — A Minha História na História será lançado na quarta-feira 19, mas teve trechos adiantados pelo jornal italiano Corriere della Sera, nesta quinta-feira, 14.
Em mais de 300 páginas, Jorge Mario Bergoglio — nome de nascimento do papa Francisco — descreve sua infância e vida adulta na Argentina. Além disso, destaca que não pretende renunciar e entra em temas polêmicos de sua carreira de papa.
O pontífice argumenta, por exemplo, sobre a sua decisão de permitir que padres abençoem casais homossexuais. Na época, a medida causou grande polêmica dentro da comunidade católica. Na obra, reiterou que a decisão não implica nenhuma mudança efetiva de doutrina.
Papa defende união civil para casais gays
No livro, Francisco afirma que os casais gays possam realizar uniões civis, porque “é justo que essas pessoas que vivem o dom do amor possam ter cobertura jurídica como todas as outras”.
O papa também diz na obra que suas palavras têm o objetivo de acolher pessoas que muitas vezes estão marginalizadas dentro da Igreja, “especialmente aquelas que receberam o batismo e são, em todos os aspectos, parte do povo de Deus”. “E quem não recebeu o batismo e deseja recebê-lo, ou quem deseja ser padrinho ou madrinha, seja bem-vindo”, diz o livro. Ele também escreveu que “Deus ama a todos, especialmente os pecadores”.
Em outras partes do livro, Francisco reitera sua condenação ao aborto e à prática de barriga de aluguel. Além disso, ressalta que suas falas e ações voltadas aos pobres e marginalizados não o tornam um comunista nem marxista.
O livro deve sair na próxima semana, em italiano e em inglês. Está prevista uma versão em português, que deve ser publicada no Brasil em abril, pela editora HarperCollins.











