Uma das figuras centrais para que um plano de golpe de Estado não avançasse em 2022, o general Valério Stumpf Trindade disse à coluna Paulo Cappelli ter sido atacado por ter “cumprido sua obrigação”. Stumpf virou alvo de civis e militares radicais que ansiavam por uma intervenção federal para impedir a posse de Lula. “Fui …
???? General que se opôs a golpe: “Fui atacado por cumprir minha obrigação”

Uma das figuras centrais para que um plano de golpe de Estado não avançasse em 2022, o general Valério Stumpf Trindade disse à coluna Paulo Cappelli ter sido atacado por ter “cumprido sua obrigação”. Stumpf virou alvo de civis e militares radicais que ansiavam por uma intervenção federal para impedir a posse de Lula.
“Fui vítima de ataques por cumprir a minha obrigação. Defendi a democracia em tempos complexos. Tenho orgulho de ter agido de forma leal ao comandante do Exército e ao Exército Brasileiro”, afirmou Stumpf.
Na época, o general era chefe do Estado-Maior do Exército e mantinha contato com o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. Por esse motivo, em diálogos obtidos pela PF durante as investigações sobre o plano de golpe de Estado, Stumpf é apontado por oficiais como “informante” de Moraes. Ele rebate:
“Estávamos discutindo métodos para reforçar a segurança e a transparência das urnas eletrônicas. A minha interlocução era com a Secretaria-Geral do TSE. Aí algumas pessoas que não sabiam de nada distorceram tudo. Alimentaram a versão de que eu seria ‘informante’, uma espécie de ‘leva e traz’, uma coisa bandida. Isso nunca aconteceu. É uma inverdade e uma agressão à minha pessoa. O contato era institucional”, explicou o general.
A partir de diálogos de militares radicais, segundo a PF, teve início uma campanha de ataques contra o general Stumpf nas redes sociais, arquitetada por influenciadores e comunicadores. A filha do general chegou a ouvir que o pai era um “traidor da Pátria”. Antes da posse de Lula, as publicações tinham o objetivo de pressioná-lo a aderir ao plano. Depois, culpá-lo por permitir a transição de poder.
Fonte: Metrópoles
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