???? Lira: Brazão não estaria preso se não fosse grandeza do caso Marielle

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou, nesta quinta-feira (25/4), os excessos do poder Judiciário sobre as prerrogativas de parlamentares. Ele também disse que o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de mandar m4tar Marielle Franco, só está preso pela “grandeza e repercussão” do caso. As afirmações foram feitas em entrevista à …

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou, nesta quinta-feira (25/4), os excessos do poder Judiciário sobre as prerrogativas de parlamentares. Ele também disse que o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de mandar m4tar Marielle Franco, só está preso pela “grandeza e repercussão” do caso.

As afirmações foram feitas em entrevista à Globo News. O presidente ressaltou que deve criar, nas próximas semanas, um grupo de trabalho (GT) para discutir a atuação do Judiciário sobre os parlamentares.

“É chover no molhado se a gente disser que o Congresso, a Câmara e o Senado não estão reticentes em relação a esses procedimentos. Buscas e apreensões, prisões, afastamentos. Na Câmara, todos os partidos se predispõem a sentar e discutir mudanças na legislação para que se dê o regramento legal. Se isso andar, o grupo de trabalho, fiquei de conversar com o presidente [do Congresso] Rodrigo Pacheco”, afirmou Lira.

O presidente da Câmara foi questionado se teve alguma interferência na decisão da Câmara sobre a prisão de Chiquinho Brazão, e negou a acusação. No começo de abril, o plenário da Câmara decidiu, por 277 votos favoráveis, manter o parlamentar preso. Lira defendeu que a prisão do deputado foi tomada por posicionamentos políticos.

“Eu não interferi em nenhum voto para que aquele caso acontecesse. Se não fosse a grandeza e a repercussão do caso Marielle, dificilmente esse parlamentar estaria preso”, afirmou o presidente da Câmara.

O deputado federal Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ) disse ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira (24/4), que é inocente e que provará que não teve envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes.

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