A defesa de dois assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indiciados por tentativa de golpe de Estado vai se concentrar em apresentá-los como personagens secundários na trama golpista desvendada pela PF. Arnaud é mencionado nos relatórios da PF como membro do núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral. Ex-assessor de Bolsonaro, ele também é …
???? Sem citar Bolsonaro, defesa de indiciados diz: ‘Todo mundo tem um chefe’

A defesa de dois assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indiciados por tentativa de golpe de Estado vai se concentrar em apresentá-los como personagens secundários na trama golpista desvendada pela PF.
Arnaud é mencionado nos relatórios da PF como membro do núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral. Ex-assessor de Bolsonaro, ele também é considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”. Segundo a PF, ele foi o responsável por espalhar o conteúdo editado da live realizada pelo argentino Fernando Cerimedo contra as urnas eletrônicas.
“Todo mundo tem um chefe”, afirma defesa de ex-assessores, sem citar ex-presidente Bolsonaro. Kuntz disse que não iria comentar a suposta atuação de outros indiciados pela Polícia Federal. “Não sou defensor, nem acusador”, afirma. O advogado diz que as investigações são uma “tentativa de atingir Bolsonaro independentemente do custo de atingir todo o entorno”, disse.
A investigação da PF coloca Bolsonaro no centro da articulação do golpe. Segundo o inquérito, ele “planejou, atuou e teve o domínio de forma direta e efetiva” do plano de golpe de Estado em várias frentes. O documento também afirma que o ex-presidente tinha conhecimento do plano para assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
“Coadjuvantes de um roteiro”, diz advogado. Kuntz diz que o relatório da Polícia Federal é “mais do mesmo”, mas admite que o documento é “bem elaborado”. “Não tem novidades quanto ao Câmara e ao Tércio, a não ser uma tentativa de colocá-los a todo custo como se fossem importantes para um problema principal.”
Não foram autores dos fatos, alega defesa. Kuntz nega que os dois ex-assessores tenham envolvimento no plano de golpe e afirma que a defesa irá se basear em negar a autoria dos fatos e na “atipicidade das condutas”, ou seja, na inexistência de um fato e, consequentemente, na inexistência de um crime.
Expectativa é que procurador-geral da República, Paulo Gonet, “afaste a possibilidade de eles serem denunciados”. “É um enorme equívoco que pretendemos que seja reconhecido. A participação dele [Marcelo Câmara] é digna de uma pessoa que não merece ser denunciada. Eles não têm envolvimento”, diz Kuntz.
Fonte: UOL
Estamos com foco no fato.











