A greve dos servidores da Receita Federal, aliada à seca dos rios amazônicos, que dificulta o transporte de produtos para Manaus e os municípios do interior, poderá desencadear uma série de problemas, deixando o Amazonas desabastecido nesta época do ano, alertam as entidades de classe. Cidades como Benjamin Constant e São Paulo de Olivença, localizadas …
????Amazonas corre risco de desabastecimento devido à seca

A greve dos servidores da Receita Federal, aliada à seca dos rios amazônicos, que dificulta o transporte de produtos para Manaus e os municípios do interior, poderá desencadear uma série de problemas, deixando o Amazonas desabastecido nesta época do ano, alertam as entidades de classe.
Cidades como Benjamin Constant e São Paulo de Olivença, localizadas na calha do Alto Solimões, e Envira e Itamarati, na calha do Juruá, juntamente com outros 15 municípios amazonenses, encontram-se em situação de alerta, enquanto 13 estão em estado de atenção devido à vazante.
O que causa preocupação é que uma parte significativa do abastecimento de produtos essenciais, como alimentos, depende do transporte fluvial. No entanto, devido à redução no volume de água dos rios, as embarcações demoram mais para chegar às cidades e, em alguns casos, não conseguem chegar, obrigando os produtores a utilizar carros, motos ou canoas, o que acarreta em custos elevados.
Outro fator agravante é a proximidade da Black Friday, que ocorre todos os anos em novembro. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, expressou preocupação com a possibilidade das vendas serem prejudicadas pela escassez de mercadorias. Ele mencionou que alguns municípios já estão enfrentando a falta de insumos, o que pode resultar em aumentos de preços ou mesmo escassez.
“Se as chuvas retornassem, os municípios seriam reabastecidos e o problema se resolveria, mas isso não está acontecendo”, ressaltou.
Além disso, o presidente da CDL Manaus destacou que uma grande empresa de navegação, responsável pelo transporte de materiais para o interior, informou que não virá para Manaus devido à seca, deixando a carga em Belém (PA) e transferindo os produtos para a capital por meio de uma balsa. Essa situação está gerando preocupação na entidade.
Medidas estão sendo tomadas pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, para enfrentar os desafios que afetam o estado, que se prevê serão ainda mais graves este ano. As secretarias estaduais estão monitorando as áreas afetadas e estudando medidas para mitigar o problema.
Estado de Emergência
Segundo a Defesa Civil do Estado, 32 municípios estão diretamente afetados pela estiagem, com quatro deles declarando estado de emergência. As autoridades esperam que a seca deste ano seja comparável à ocorrida em 2010.
De acordo com levantamento realizado pela Defesa Civil do Amazonas, por meio do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), os quatro municípios em estado de emergência são: Benjamin Constant e São Paulo de Olivença, na calha do Alto Solimões, e Envira e Itamarati, na calha do Juruá. Outras 15 cidades estão em situação de alerta e 13 em estado de atenção.











