Militância bolsonarista não viu nada de errado em reunião ministerial na qual Bolsonaro falou sobre suposta fraude e cobrou ministros Os apoiadores de Bolsonaro, porém, acabaram ressignificando as denúncias, após a divulgação da gravação de reunião ministerial em que o ex-presidente exigia trocas na PF para proteger familiares. Agora, a grande missão é de minimizar …
????Bolsonaristas saem em defesa do ex-presidente e minimizam vídeo

Militância bolsonarista não viu nada de errado em reunião ministerial na qual Bolsonaro falou sobre suposta fraude e cobrou ministros
Os apoiadores de Bolsonaro, porém, acabaram ressignificando as denúncias, após a divulgação da gravação de reunião ministerial em que o ex-presidente exigia trocas na PF para proteger familiares. Agora, a grande missão é de minimizar falas de Bolsonaro e isentá-lo de culpas precisa ser colocada em prática novamente.
“Desafio: encontre o golpe”, ironizou, em postagem nas redes sociais divulgando a íntegra da reunião, o presidente da Fundação Palmares no governo Bolsonaro, Sérgio Camargo.
A narrativa de que não há nada demais nas falas está ecoando nas redes sociais e em grupos bolsonaristas em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.
“Eu teria que ser um verdadeiro IMBECIL para acreditar que em uma reunião para de fato planejar um grande ‘golpe de estado’ estariam presentes FOTÓGRAFOS, CINEGRAFISTAS e acredite se quiser quase UMA DÚZIA DE GARÇONS”, postou, na sexta (9/2), um perfil chamado Historiador Libertário no X, antigo Twitter.
Operação da PF e surgimento do vídeo
A gravação da reunião de julho de 2022 se tornou, ao longo da semana, a revelação mais chamativa na mídia e nas redes das investigações da PF sobre a suposta articulação de um golpe de Estado para impedir que o petista Luiz Inácio Lula da Silva assumisse a Presidência da República.
A PF deflagrou, na quarta (7/2), a Operação Tempus Veritatis, que cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva, mirando Bolsonaro e aliados. Nos documentos que basearam a ação, há transcrições do que ocorreu na reunião, cujas imagens começaram a se tornar públicas no dia seguinte.
No encontro que reuniu ministros e chefes das Forças Armadas três meses antes da eleição de 2022, Bolsonaro fala sobre opções e “plano B” para impedir a vitória de Lula e repete acusações sem provas contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O vídeo mostra que o então ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, tratou o TSE como “o inimigo”. O então ministro chefe do GSI, general Augusto Heleno, falou sobre “tomar atitude” antes das eleições e sobre “virar a mesa”, além de sugerir infiltrar agentes da Abin nas campanhas presidenciais.
O material em vídeo da reunião foi encontrado pela PF em um computador na casa do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, em operação anterior.
Segundo o colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, Bolsonaro mandou gravar a reunião e planejava publicar recortes do encontro, que não comprometessem nem ele nem seus ministros, nas redes sociais.
Cid, porém, esqueceu de deletar a íntegra do arquivo.
O que diz a defesa de Bolsonaro
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou-se sobre o vídeo da reunião, alegando que ela foi “rotineira”.
“O encontro trata, fundamentalmente, da cobrança para com o time de ministros dele para que atuem de maneira organizada”, informa nota divulgada na sexta.
Segundo o texto, na ocasião, todos os presentes puderam manifestar publicamente sua opinião a respeito da conjuntura daquele momento.
“Na reunião ministerial o ex-presidente Bolsonaro reitera, mais uma vez, sua postura de jamais recorrer a qualquer medida de força contra a ordem democrática”, destaca a nota assinada pelos advogados Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser e Fábio Wajngarten
“Bem ao seu estilo veemente, o ex-mandatário reafirma seu compromisso de agir sempre dentro das quatros linhas da Constituição. Opinião pública já conhecida pela sociedade brasileira”, conclui a nota.
Fonte: Metrópoles











