????Maria do Carmo foi o calcanhar de Aquiles de Alberto Neto e frustrou a direita em Manaus

A eleição para a prefeitura de Manaus, concluída no último domingo, 27 de outubro, trouxe mais que uma derrota para Capitão Alberto Neto (PL); revelou também que sua escolha de vice-prefeita, Maria do Carmo, foi o principal ponto fraco de sua candidatura. Sem encontrar escândalos diretamente relacionados a Alberto Neto, seus adversários concentraram as críticas …

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A eleição para a prefeitura de Manaus, concluída no último domingo, 27 de outubro, trouxe mais que uma derrota para Capitão Alberto Neto (PL); revelou também que sua escolha de vice-prefeita, Maria do Carmo, foi o principal ponto fraco de sua candidatura. Sem encontrar escândalos diretamente relacionados a Alberto Neto, seus adversários concentraram as críticas e ataques na figura da vice, criando uma onda de desconfiança que abalou a campanha e pode ter sido decisiva para o resultado final.

Um dos principais alvos foi a dívida milionária da candidata a vice com a prefeitura de Manaus. Maria do Carmo deve mais de R$ 12 milhões em IPTU, o que abriu espaço para fortes críticas de que, se ela não consegue pagar seus próprios impostos, seria incapaz de ajudar a administrar as finanças da cidade. Essa narrativa foi amplamente explorada pelos adversários e acabou desgastando a imagem da chapa de Alberto Neto.

A situação ficou ainda mais complicada na reta final da campanha, quando um áudio vazado supostamente envolveu Maria do Carmo em um caso de caixa dois eleitoral. O áudio, cuja autenticidade foi questionada, sugeria uma prática ilegal que lançou mais dúvidas sobre a credibilidade da chapa e reforçou a percepção negativa em um momento crucial da disputa.

Com tantos problemas envolvendo a vice, um questionamento começou a surgir entre eleitores da direita: por que Alberto Neto não escolheu o Coronel Menezes como seu companheiro de chapa? Menezes, uma das principais figuras da direita em Manaus, teve uma votação expressiva na capital em 2022, somando mais de 540 mil votos, e era visto como uma escolha natural para fortalecer a candidatura. A ausência de Menezes na chapa gerou insatisfação em parte do eleitorado conservador, que viu a aliança como uma oportunidade desperdiçada.

A campanha, que começou promissora para Alberto Neto, acabou sendo corroída por problemas alheios à sua figura pessoal. A escolha da vice, que deveria reforçar a chapa, se transformou em um fardo difícil de carregar, prejudicando a narrativa e gerando dúvidas no eleitorado. Assim, enquanto David Almeida (Avante) consolidava sua vantagem nas urnas, a chapa de Alberto Neto viu suas chances escorrerem em meio às controvérsias e à insatisfação de parte de sua base política.

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