????Novo ataque da Rússia à Ucrânia pode atrasar a declaração final do G20

O “ataque combinado massivo” lançado pela Rússia contra a Ucrânia nesse domingo (17/11) e a consequente “autorização” dos EUA para que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, utilize m1sseis de longo alcance para o contra-ataque colocaram ainda mais interrogações sobre a grande dúvida do G20: a declaração final do grupo, esperada para terça-feira (19/11). Os negociadores …

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O “ataque combinado massivo” lançado pela Rússia contra a Ucrânia nesse domingo (17/11) e a consequente “autorização” dos EUA para que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, utilize m1sseis de longo alcance para o contra-ataque colocaram ainda mais interrogações sobre a grande dúvida do G20: a declaração final do grupo, esperada para terça-feira (19/11).

Os negociadores dos países integrantes do G20 têm trabalhado há meses no documento, mas a versão final não está pronta.

A principal controvérsia é se e como fazer menções às gu3rras, tanto Rússia x Ucrânia quanto Israel x Palestina/Líbano. Os Estados Unidos, a Argentina e países da União Europeia gostariam de condenar enfaticamente a invasão da Rússia, mas Moscou se opõe.

E países do sul global gostariam de uma condenação dura a Israel, o que também acaba bloqueado pelos Estados Unidos.

Em março, uma reunião dos ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G20 acabou sem uma declaração oficial justamente por conta das gu3rras na Ucrânia e em Gaza. Os negociadores brasileiros trabalham para evitar que isso ofusque as outras pautas de interesse do grupo.

A avaliação da performance da presidência brasileira do G20 passa pelo contexto geopolítico atual, de crescente polarização entre potências – em especial Estados Unidos e China – e as gu3rras, que atrapalham a cooperação em grupos de países díspares como o G20.

Claudia Zilla, senior fellow do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP), considera que o Brasil se saiu “relativamente bem”, e conseguiu imprimir sua agenda diplomática “focada em igualdade e inclusão, mais em temas de desenvolvimento do que em temas de segurança”.

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