Declarações de óbito de amigos de SP que foram cobrar dívida no PR indicam que eles podem ter sido torturados, diz advogada

Suspeitos do crime, Antônio Buscariollo e Paulo Buscariollo estão foragidos. Corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves foram encontrados enterrados

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As declarações de óbito dos corpos dos quatro homens assassinados após cobrar uma dívida em Icaraíma (PR) indicam que eles podem ter sido torturados, além de baleados, segundo a advogada de defesa da família das vítimas. As causas exatas da morte, no entanto, devem ser confirmadas com os laudos necroscópicos, que ainda não foram anexados ao inquérito policial.

Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso viajaram de São José do Rio Preto, no dia 4 de agosto, até Icaraíma, onde encontraram o contratante da cobrança Alencar Gonçalves de Souza.

O quarteto ficou 44 dias desaparecido antes de a polícia encontrar os corpos enterrados em uma área de mata, no dia 18 de setembro. Na declaração de óbito emitida pelo IML, consta que as vítimas sofreram politraumatismo, traumatismo craniano e ferimentos por arma de fogo. Veja abaixo.

À TV TEM, a advogada de defesa da família de duas das vítimas, Josiane Monteiro Bichet, informou que teve acesso às declarações assim que os corpos foram liberados do Instituto Médico Legal (IML) e acredita que os homens foram alvo de uma emboscada.

“Os tiros que atingiram [a caminhonete] foram de região frontal, diversos tiros na região do para-brisa. Tem-se a certeza que esses homens chegaram ao local, no ponto de encontro estipulado e conseguiram emboscar essas pessoas dentro do veículo”, informou a advogada.

Ainda no IML, a advogada revelou que foi informada de que uma das vítimas tinha, inclusive, afundamento de crânio, provocado por objeto contundente. Contudo, confirmou que é necessário aguardar a emissão do laudo pericial da caminhonete e o necroscópico dos corpos.

“Essas pessoas sofreram vários traumas antes de morrerem, que foram os fatores que causaram a morte. Não sabemos o porquê, se fizeram isso para causar dor intensa a essas pessoas com requinte de crueldade. Para nós, foi uma surpresa, porque nós imaginávamos que essas pessoas tivessem morrido rápido, talvez até sem sofrimento”, comenta a advogada.

Os principais suspeitos do crime são Antônio Buscariollo, de 66 anos, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Ambos estão foragidos há mais de um mês. A defesa deles nega o crime. A investigação policial está sob sigilo. Ninguém foi preso.

Com informações de G1

Imagem de G1

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