A votação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado Federal tem potencial de abrir novo ponto de conflito entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isso se dá porque o senador amapaense insiste em votar o projeto que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do …
Pressa de Alcolumbre em votar Dosimetria abre novo embate com Lula

A votação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado Federal tem potencial de abrir novo ponto de conflito entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isso se dá porque o senador amapaense insiste em votar o projeto que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do início do recesso, a contragosto do Planalto, que estuda maneiras de adiar a votação.
Na última quarta-feira (10/12), Alcolumbre disse que o projeto será votado no plenário em uma semana. No mesmo dia, deverá ser discutido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comandada por Otto Alencar (PSD-BA), senador governista. Depois de indicar o senador da oposição Espiridião Amin (PP-SC) para a relatoria, o senador baiano sinalizou que poderá encurtar o prazo de vista concedida ao projeto para somente algumas horas, na intenção de que chegue ao plenário, como deseja Alcolumbre.
A pressa de Alcolumbre
Antes mesmo do início da votação na Câmara, Alcolumbre disse em plenário que iria colocar o projeto em votação assim que ele fosse chancelado pela Casa Baixa. O presidente do Senado frisou que havia se comprometido com as lideranças de pautar a iniciativa e defendeu a “atualização” da legislação sobre crimes contra Instituições Democráticas, nos termos do projeto de Paulinho da Força.
“Eu fiz um compromisso com os líderes e com o Brasil de que se a Câmara deliberasse esse assunto, o Senado deliberaria sobre esse assunto […] nós vamos deliberar assim que a Câmara deliberar. Este ano ainda”, disse Alcolumbre, no plenário.
Alcolumbre, porém, acabou sendo contrariado pelo presidente da CCJ, Otto Alencar, que não quer que o projeto vá diretamente ao plenário, já que não é consenso entre parlamentares e requer discussão. Assim, o presidente do Senado cedeu e enviou o projeto para a comissão, mas não recuou na intenção de encerrar a votação antes do recesso.
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