Caso Benício: polícia aponta que mais 2 médicos podem ser responsáveis por óbito

Mais dois médicos podem ser responsáveis pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, segundo informou o delegado Marcelo Martins nessa quarta-feira (17). A informação é do g1 Amazonas. O garoto morreu no Hospital Santa Júlia em Manaus, após receber uma dose elevada de adrenalina de forma indevida. De acordo com as investigações, a …

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Mais dois médicos podem ser responsáveis pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, segundo informou o delegado Marcelo Martins nessa quarta-feira (17). A informação é do g1 Amazonas. O garoto morreu no Hospital Santa Júlia em Manaus, após receber uma dose elevada de adrenalina de forma indevida.

De acordo com as investigações, a médica Juliana Brasil prescreveu a dose errada, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes aplicou o medicamento na veia da criança. Segundo o delegado, as investigações apontam para uma “sucessão de erros” durante o atendimento da criança na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O delegado relatou que, na sequência, o médico liberou a alimentação para Benício, o que não poderia ter ocorrido, e afirmou que Alexandra da Silva, médica responsável pela intubação, realizou o procedimento sem observar que ele se alimentou.

Martins também afirmou que a medicação feita durante a intubação foi imprópria. “Ela deveria ter feito uma medicação para induzir a sedação dele e caso não desse certo, ela teria que administrar uma outra medicação para ele voltar ao normal e aí depois tentar de novo.”

Para o delegado, ficou claro que a sequência de erros durante o atendimento tirou qualquer chance de Benício sobreviver. Os médicos prestaram depoimento em 27 de novembro. O delegado não informou se os profissionais serão chamados novamente para depor.

Morte de Benício

Segundo o pai, Bruno Freitas, o menino foi levado em 23 de novembro ao hospital com tosse seca e suspeita de laringite. Ele contou que a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos.

A família disse que chegou a questionar a técnica de enfermagem ao ver a prescrição. De acordo com Bruno, logo após a primeira aplicação, Benício apresentou piora súbita. Após a reação, a equipe levou a criança para a sala vermelha, onde o quadro se agravou. A oxigenação caiu para cerca de 75%, e uma segunda médica foi acionada para iniciar o monitoramento cardíaco. Pouco depois, foi solicitado um leito de UTI, e Benício foi transferido no início da noite de sábado.

Na UTI, segundo o pai, o quadro piorou. A equipe informou que seria necessária a intubação, realizada por volta das 23h. Durante o procedimento, o menino sofreu as primeiras paradas cardíacas. O pai relatou que o sangramento ocorreu porque a criança vomitou durante a intubação. Após as primeiras paradas, o estado de Benício continuou instável, com oscilações rápidas na oxigenação. Minutos depois, Benício apresentou nova piora e não respondeu às manobras de reanimação. Ele morreu às 2h55 do domingo.

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