Em ano eleitoral, Congresso reduziu ritmo de sessões antes do recesso

O levantamento se refere ao período de fevereiro a julho

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O Congresso Nacional chegou ao recesso parlamentar de 2026 com um ritmo de funcionamento inferior ao registrado no último ano de eleições gerais, em 2022, antes do recesso parlamentar.

Levantamento das sessões deliberativas realizadas entre fevereiro e julho mostra que Câmara dos Deputados e Senado Federal promoveram, juntos, 98 reuniões no período, contra 121 no primeiro semestre de 2022.

A diferença é de 23 sessões, uma redução de aproximadamente 19% no volume de deliberações entre os dois ciclos eleitorais.

A queda foi puxada pelas duas Casas. No Senado, o número de sessões caiu de 49 para 36, uma redução de 26,5%. Na Câmara, foram 62 sessões em 2026, contra 72 em 2022, retração de 13,9%.

Os números chamam atenção porque o desempenho de 2022 ocorreu em um contexto ainda marcado pela pandemia de Covid-19. Naquele ano, o Senado realizou todas as sessões em formato semipresencial, enquanto a Câmara alternou entre reuniões virtuais e semipresenciais, permitindo que parlamentares participassem das votações sem a necessidade de permanecer em Brasília.

Já em 2026, o Congresso retomou parte das atividades presenciais. No Senado, 14 das 36 sessões ocorreram presencialmente. Na Câmara, foram 25 reuniões presenciais e outras 37 semipresenciais. A volta ao plenário físico, no entanto, não resultou em uma agenda mais intensa de deliberações.

A desaceleração acompanha a dinâmica típica dos anos eleitorais. À medida que o calendário avança para o período das convenções partidárias e da campanha, deputados e senadores passam a concentrar agendas em seus estados, reduzindo a permanência em Brasília e pressionando as lideranças a organizar pautas mais enxutas.

Fonte: Metrópoles

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