Nota 1 no Enamed derruba discurso de qualidade da Fametro e atinge pré-campanha de Maria do Carmo

O acúmulo de fragilidades envolvendo a pré-candidata ao governo, Maria do Carmo (PL), deixou de ser pontual e passou a desenhar um padrão preocupante. Depois de vir à tona durante a campanha de 2024 um débito milionário de IPTU, agora foi a vez da sua instituição amargar uma nota 1 no ENADEMED, o pior conceito …

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O acúmulo de fragilidades envolvendo a pré-candidata ao governo, Maria do Carmo (PL), deixou de ser pontual e passou a desenhar um padrão preocupante. Depois de vir à tona durante a campanha de 2024 um débito milionário de IPTU, agora foi a vez da sua instituição amargar uma nota 1 no ENADEMED, o pior conceito possível na avaliação do Ministério da Educação. O impacto é direto e atinge em cheio Maria do Carmo, principal nome associado ao grupo.

A nota 1 no ENADE não é detalhe técnico nem ruído estatístico. Trata-se de um atestado oficial de baixo desempenho acadêmico, emitido pelo próprio MEC, que avalia a formação dos estudantes e a qualidade dos cursos superiores. Quando uma instituição chega ao piso da escala, o recado é claro: algo está muito errado dentro da sala de aula.

O problema é que o mau resultado educacional surge logo após a repercussão negativa do rombo tributário, ampliando a crise e desmontando qualquer tentativa de tratar os episódios como fatos isolados. Primeiro, falha na gestão fiscal. Agora, falha no desempenho acadêmico. Para os críticos e adversários políticos, a soma revela uma administração que não consegue entregar nem responsabilidade financeira, nem excelência educacional.

Nos bastidores, a leitura é dura: o discurso de qualidade e compromisso com o ensino superior não resiste aos números. A dívida de IPTU expôs descuido administrativo. A nota 1 no ENADE escancara fragilidade estrutural no ensino. Juntas, as duas situações corroem a credibilidade da Fametro e jogam luz sobre a condução do grupo.

Até agora, não houve explicação convincente nem anúncio de medidas concretas capazes de estancar a sangria. O silêncio institucional, longe de ajudar, aprofunda a crise e transfere o desgaste diretamente para Maria do Carmo, que vê seu nome novamente associado a um episódio negativo de grande repercussão pública.

O cenário ficou evidente, quando a conta não fecha no imposto e o ensino vai mal na avaliação oficial, o problema não é pontual, é de gestão. E, cedo ou tarde, essa fatura política chega ao responsável, nesta caso, a pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo.

Veja a lista das piores avaliações do Enamed no Brasil segundo levantamento publicado pelo Metrópoles, são elas:

  • Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras (SP);
  • Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul (SC);
  • Faculdade Zarns (GO), em Itumbiara;
  • Universidade de Rio Verde (GO), campus Formosa;
  • Universidade de Rio Verde (GO), campus Goianésia;
  • Centro Universitário Estácio do Pantanal (MT), em Cáceres;
  • Centro Universitário CEUNI-FAMETRO (AM), em Manaus;
  • Centro Universitário UNINORTE (AC), em Rio Branco;
  • Faculdade Metropolitana (RO), em Porto Velho;
  • Faculdade Municipal Prof. Franco Montoro (SP), em Mogi Guaçu;
  • Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (MG), em Vespasiano;
  • Centro Universitário Alfredo Nasser (GO), em Aparecida de Goiânia;
  • Faculdades de Dracena (SP);
  • Centro Universitário das Américas (SP);
  • Centro Universitário de Adamantina (SP);
  • União das Faculdades dos Grandes Lagos (SP), em São José do Rio Preto;
  • Centro Universitário de Goiatuba (GO);
  • Universidade Nilton Lins (AM), em Manaus;
  • Universidade Federal do Pará (PA), campus Altamira;
  • Universidade de Mogi das Cruzes (SP);
  • Universidade do Contestado (SC), em Mafra;
  • Universidade Brasil (SP), em Fernandópolis;
  • Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (MG), em Juiz de Fora;
  • Universidade Estácio de Sá (RJ), campus Angra dos Reis.

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