Além de mestre de jiu-jitsu, Melqui Galvão também é investigador da PC-AM
Entidades de jiu-jitsu banem mestre de eventos após prisão por abuso sexual e estupro de alunas

A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a Federação Internacional Brasileira de Jiu-jitsu (IBJJF) baniram o mestre conhecido como Melqui Galvão, de todos os eventos e competições organizados pela entidade, após ele ser acusado de abuso sexual e estupro de alunas adolescentes. Além de mestre de jiu-jitsu, Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, também é investigador da Polícia Civil do Amazonas (PCAM).
Ele foi preso nessa terça-feira (28) em Manaus após mandado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio da 2ª Vara de Crimes praticados contra crianças e adolescentes. Ele está preso na sede da Delegacia Geral da PC-AM, bairro Chapada, zona Centro-Oeste de Manaus.
Segundo as investigações, pelo menos cinco vítimas já foram identificadas, sendo uma delas, uma jovem de 17 anos, que é ex-aluna de Melqui. Ela denunciou atos libidinosos do mestre sem seu consentimento durnate uma competição esportiva realizada no exterior. Atualmente, a jovem mora nos Estados Unidos e foi ouvida pela polícia, acompanhada da família.
Melqui Galvão poderá responder por estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo eletrônico. Por meio de nota conjunta, a confederação brasileira e a federação internacional de jiu-jitsu repudiaram os crimes e destacaram a importância das denúncias por parte das vítimas.
Veja nota:
“A CBJJ e a IBJJF repudiam veementemente qualquer comportamento que viole a integridade e segurança dos praticantes, especialmente quando as vítimas são crianças e adolescentes. Elogiamos os atletas que tiveram a coragem de se apresentar e expor esses atos de violência, capacitando outras vítimas a se sentirem encorajadas a denunciar seus abusadores.
As entidades esclarecem que todos os casos de abuso serão tratados com o máximo rigor e reafirmam o compromisso em garantir ambientes seguros, éticos e respeitosos em todas as suas atividades”, informaram.
A presidente da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada estadual Alessandra Campêlo, afimrou que o caso reforça a necessidade de vigilância constante em academias e projetos esportivos.
Além da prisão temporária, foram cumpridos também três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Jundiaí, interior da capital paulista.










