Policial civil é afastado após facilitar celular a Melqui Galvão, que teria ameaçado vítimas mesmo preso

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) afastou das funções operacionais o investigador Enoque Galvão após ele facilitar a entrada de um aparelho celular na carceragem da Delegacia Geral, em Manaus. O dispositivo teria sido entregue ao irmão dele, o policial civil e professor de jiu-jítsu Melqui Galvão, que está preso por suspeita de abuso sexual …

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A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) afastou das funções operacionais o investigador Enoque Galvão após ele facilitar a entrada de um aparelho celular na carceragem da Delegacia Geral, em Manaus. O dispositivo teria sido entregue ao irmão dele, o policial civil e professor de jiu-jítsu Melqui Galvão, que está preso por suspeita de abuso sexual contra ex-alunas.

Segundo a PC-AM, o caso ocorreu no último dia 2 de maio, período em que Enoque estava de férias. A corporação informou que o servidor responderá aos procedimentos administrativos disciplinares cabíveis junto à Corregedoria-Geral da instituição.

De acordo com as investigações, o celular teria sido utilizado por Melqui para realizar chamadas de vídeo com vítimas e testemunhas. Nas conversas, ele teria tentado pressionar as jovens a alterarem depoimentos prestados à polícia, oferecendo inclusive vantagens financeiras em troca de versões que pudessem favorecer sua soltura.

A denúncia ganhou repercussão após a deputada estadual Alessandra Campelo afirmar que o investigado, mesmo detido, continuava intimidando vítimas de estupro. Segundo a parlamentar, há registros de que Melqui teria feito videochamadas diretamente da cela, tentando convencer uma das vítimas a mudar seu relato às autoridades.

Sobre o caso

Melqui Galvão foi preso no dia 27 de abril, em Manaus, suspeito de envolvimento em crimes sexuais contra pelo menos três alunas, incluindo uma adolescente.

Melqui Galvão foi transferido para São Paulo no dia 7 de maio. A prisão temporária foi decretada pela Justiça paulista após investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. Ele havia sido preso em Manaus, e a transferência ocorreu após autorização judicial solicitada pela Polícia Civil do Amazonas.

O caso segue sendo apurado pelas autoridades.

Com informações de Radar Amazônico

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