Bate-boca entre vereadores, esquenta clima na Câmara de Manaus durante sessão

A sessão precisou ser encerrada após o confronto

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Os vereadores Coronel Rosses (PL) e Jander Lobato (), entraram em bate-boca pesado na Câmara Municipal de Manaus na manhã desta quarta-feira (24), durante sessão, após troca de acusações de desentendimentos da semana passada. A discussão acalorada iniciou após Rosses afirmar que os parlamentares aliados do prefeito Renato Junior são “filhos do prefeito” e “súditos da corrupção” compõem supostamente, esquemas ilegais.

Na tribuna, o vereador Rosses relembrou o ex-secretário municipal de Cultura de Manaus (Manauscult), Jender Lobato, irmão de Jander Lobato, envolvido em operação da Polícia Federal em 2020, enquanto apresentava representação que envolvia o nome de Jender em supostas irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Amazonas no Sou Manaus Passo a Paço 2025.

O vereador disse que “adianta posar de bom moço e de conservador”, se referindo a Jander Lobato, que é conhecido por ser evangélico, afirmando: “isso aqui é corrupção”. E finalizou afirmando que a Manauscult tem ganhado “reforço financeiro”, ao mostrar que a pasta rececebeu 45,2% de recursos, mais que a secretaria de saúde, que recebeu 4,8%, de 2025 para 2026.

Após a fala de Rosses, o vereador Jander subiu à tribuna para defender o irmão, afirmando que o colega não deveria ocupar o cargo de vereador, ao relembrar o registro de um boletim de ocorrência, em que Rosses foi acusado de agressão contra a ex-companheira.

Jander automaticamente rebateu as críticas do colega ao afirmar que ele e a base aliada da Prefeitura de Manaus não são “súditos do crime”, afirmando que nunca cometeu nenhum crime.

Segundo Jander, o vereador é “frustrado” profissionalmente, que segundo o parlamentar, Rosses é Coronel e não Tenente-coronel, por não ter boa relação com autoridades como o atual e o ex-prefeito de Manaus, com o governador Roberto Cidade e Wilson Lima, com o senador Omar Aziz e também da ex-mulher, dando evidência de que se o vereador gostasse da ex-mulher, não teria cometido agressão contra a mesma. E afirmou que “homem que bate em mulher não merece ter mandato”.

O vereador ainda destacou que ele e os parlamentares que compõem a base aliada de Renato Junior, “não recebem dinheiro do prefeito”, e que o prefeito “não paga as contas” dos vereadores.

Em seguida, Rosses começa a falar de seu lugar no plenário da Casa, quando Jander dispara para o colega “calar a boquinha”, concluiu recomendando em tom irônico, contatos telefônicos de psicólogos e medicamentos, chamando as atitudes de “vergonhosa”.

O bate-boca evidencia os debates na Câmara de Manaus, gerando grande repercussão no cenário local e estadual. Não houve manifestação de ambas as partes após a discussão.

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