Moeda americana registrou alta de 0,98% frente ao real, a R$ 5,16. Ibovespa caiu 2,50%, aos 167,8 mil pontos, menor valor desde janeiro
Rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan e eleição impulsionam dólar a R$ 5,16

O dólar registrou alta de 0,98% frente ao real, cotado a R$ 5,16, nesta terça-feira (11/8). Na véspera, a moeda americana já havia anotado elevação de 0,54%, a R$ 5,11.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em baixa de 2,50%, aos 167,8 mil pontos, o menor valor em quase seis meses (alcançou 166,2 mil pontos em 20 de janeiro). Essa foi a sexta queda seguida do índice.
Os dois indicadores iniciaram a sessão estáveis. Por volta das 10h30, contudo, os sinais viraram de forma brusca, rumo a uma alta do dólar e pesada queda do Ibovespa.
Na avaliação de analistas, vários fatores contribuíram para o mau humor dos investidores, que atuaram com forte aversão ao risco. Entre esses vetores, constaram uma inflação pouco maior do que o esperado, uma ata considerada “dura” divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), além de incertezas sobre a guerra no Irã.
JPMorgan
O maior vetor dos mercados, contudo, foi um relatório veiculado pelo JPMorgan. O banco americano rebaixou a recomendação de investimentos no Brasil de “overweight” (uma exposição acima da média do mercado, equivalente a “compra”) para neutro.
A justificativa para a mudança foi o fato de o ciclo de flexibilização monetária estar chegando ao fim (leia-se processo de cortes da Selic), ao mesmo tempo que o crescimento econômico desacelera e o crédito se deteriora.
Para o banco, o quadro para a política econômica está marcado por incertezas. Isso porque o vencedor da eleição presidencial terá de lidar com juros reais elevados e com um déficit fiscal.
Eleições
Nesta terça-feira, uma nova rodada da pesquisa CNT/MDA mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral. A distância entre os dois candidatos, contudo, diminuiu em uma eventual eleição de segundo turno. Nesse caso, o presidente tem 48% das intenções de voto, contra 39,1% do senador. Em relação a junho, a vantagem do petista caiu de doze para nove pontos percentuais.









