Políticos do Amazonas atacam imprensa após matérias sobre gastos e patrimônio

Matérias são baseadas em dados públicos

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Políticos do Amazonas, entre eles o senador Plínio Valério (PSDB) e o vereador Sargento Salazar (PL), utilizaram notícias publicadas pela imprensa, inclusive matérias do Foco, em vídeos nas redes sociais nos quais criticaram as reportagens e classificaram conteúdos como “fake news”. As matérias, no entanto, são baseadas em dados públicos e podem ser verificadas nas plataformas das instituições.

Entre as matérias mencionadas por Plínio Valério está uma publicada pelo Foco, em fevereiro deste ano, mostrando que o senador apareceu como o parlamentar que mais utilizou recursos do chamado “Cotão” entre os 81 integrantes do Senado Federal em 2025.

O levantamento, realizado pela plataforma De Olho em Você, apontou que o parlamentar utilizou R$ 681.536,01 em recursos públicos destinados a despesas relacionadas ao exercício do mandato.

Já o vereador Sargento Salazar publicou, nesta terça-feira (11), um vídeo nas redes sociais criticando matérias relacionadas à divulgação de sua evolução patrimonial.

Entre os conteúdos apresentados pelo parlamentar está uma reportagem do Foco que mostrou a diferença entre os bens declarados por Salazar nas eleições de 2024 e o patrimônio informado posteriormente.

Em 2024, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal de Manaus (CMM), Salazar declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 290 mil em bens. Posteriormente, o patrimônio informado pelo parlamentar passou para cerca de R$ 2,2 milhões.

Neste ano, Salazar, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, declarou possuir R$ 2.206.000,00 em bens, conforme dados públicos apresentados no registro de sua candidatura à Justiça Eleitoral.

Críticas à imprensa

As manifestações dos parlamentares levantam novamente a discussão sobre a relação entre agentes públicos e a imprensa diante da divulgação de informações relacionadas ao exercício de mandatos, utilização de recursos públicos e declarações patrimoniais.

Dados sobre despesas parlamentares e bens declarados à Justiça Eleitoral são utilizados por veículos de comunicação como instrumentos de fiscalização e acompanhamento da atuação de representantes eleitos.

A liberdade de imprensa e a liberdade de expressão são garantias constitucionais e desempenham papel importante na fiscalização do poder público. Por outro lado, agentes políticos também possuem o direito de contestar reportagens, apresentar suas versões e apontar eventuais erros nas informações divulgadas.

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