Oficial que atuava na preparação de um evento da Federação União Progressista foi baleado na tarde de quinta-feira (3)
Ataque, perseguição e prisão: campanha de Wilson sofre atentado e PM captura suspeitos em menos de 4 horas

A violência atravessou a fronteira da disputa política e chegou à campanha eleitoral no Amazonas. Um oficial da Polícia Militar que atuava na preparação de um evento da Federação União Progressista foi baleado na tarde de quinta-feira (3), no bairro Novo Israel, zona Norte de Manaus.
O atentado foi denunciado pelo candidato ao Senado Wilson Lima nas redes sociais. Segundo seu relato, dois homens em uma motocicleta se aproximaram do local onde seria realizado o comício e efetuaram os disparos contra o policial.
“Um oficial da Polícia Militar, que estava fazendo um trabalho preparatório para um comício que receberia candidatos da nossa Federação, foi atingido com um tiro por dois criminosos que estavam numa motocicleta”, declarou Wilson.
O candidato classificou o episódio como uma “covardia” e um “atentado à democracia”. Ele também relacionou o ataque às ameaças que afirma estar recebendo de integrantes do crime organizado em razão das ações de combate ao narcotráfico realizadas durante seu governo.
“Nunca me faltou coragem e não vai ser agora que vai faltar. Eu não faço acordo com bandido. Meu compromisso é proteger as famílias”, afirmou.
Pouco menos de quatro horas após denunciar o atentado, Wilson Lima voltou às redes sociais para anunciar a prisão de dois suspeitos. Segundo o candidato, as imagens das câmeras do sistema Paredão permitiram identificar os envolvidos e auxiliaram a Polícia Militar na localização da dupla.
“Em menos de quatro horas depois do atentado a tiros, a polícia prendeu os dois bandidos que balearam um oficial da Polícia Militar”, anunciou.
A ação foi realizada por policiais das Rondas Ostensivas Cândido Mariano, a Rocam. Os nomes dos presos e os detalhes da operação ainda não haviam sido oficialmente divulgados até a última atualização das informações.
A participação efetiva de cada suspeito e a motivação do crime deverão ser esclarecidas durante a investigação. Também não havia sido divulgado um boletim médico atualizado sobre o estado de saúde do oficial atingido.
O caso também colocou em evidência o sistema Paredão, implantado durante a gestão de Wilson Lima e formado por mais de 1,5 mil câmeras distribuídas por Manaus.
A tecnologia utiliza reconhecimento de placas e imagens para auxiliar as forças de segurança no acompanhamento de veículos e na identificação de suspeitos. Desta vez, segundo Wilson, o sistema ajudou a polícia a chegar rapidamente aos homens apontados como responsáveis pelos disparos.
O episódio acabou funcionando como uma demonstração prática da ferramenta defendida pelo candidato: as câmeras registraram a movimentação, forneceram informações às equipes policiais e contribuíram para que os suspeitos fossem localizados poucas horas depois do ataque.
Em seu segundo pronunciamento, Wilson voltou a sustentar que o atentado estaria relacionado a uma tentativa de interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.
“Essa é mais uma clara tentativa das facções criminosas interferirem no processo eleitoral. Mas nada disso vai nos intimidar. Vamos seguir com coragem o nosso caminho”, declarou.
Até agora, entretanto, não foi apresentada uma conclusão oficial das autoridades confirmando que a ordem para o ataque partiu de alguma facção criminosa ou que o próprio candidato fosse o alvo direto. Essa relação integra a denúncia feita por Wilson e precisará ser apurada pela Polícia Civil.
Independentemente da motivação, o ataque contra um policial que trabalhava na preparação de um ato eleitoral representa um episódio gravíssimo. Divergências políticas são resolvidas nas urnas, jamais por meio de ameaças, intimidação ou tiros.
A rápida prisão dos suspeitos oferece uma primeira resposta. A investigação agora deverá revelar quem planejou o crime, qual era o verdadeiro alvo e se o atentado teve, de fato, o objetivo de interferir na campanha eleitoral.










