????CNJ suspende redes sociais de juízes por publicações políticas

O corregedor nacional Luis Felipe Salomão, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), suspendeu as contas no Twitter e no Facebook de dois magistrados e uma magistrada por publicarem conteúdo com motivação política durante o período eleitoral. O Twitter e a Meta (controladora do Facebook) devem cumprir as determinações sob pena de multa de R$ 20 …

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O corregedor nacional Luis Felipe Salomão, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), suspendeu as contas no Twitter e no Facebook de dois magistrados e uma magistrada por publicarem conteúdo com motivação política durante o período eleitoral.

O Twitter e a Meta (controladora do Facebook) devem cumprir as determinações sob pena de multa de R$ 20 mil por dia de descumprimento. De acordo com o CNJ, a Constituição Federal e o Código de Ética da Magistratura “vedam a juízes e juízas a atividade político-partidária”.

Um desembargador publicou mensagens contrárias ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma juíza fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e declarou voto em Lula.

O juiz Fabrício Simão da Cunha Araújo, da 3ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da comarca de Santa Luzia (MG) teve a suspensão da conta no Twitter determinada após se queixar, na rede, que a fiscalização no pleito era “pré-formatada pelo TSE”.

“Trabalhei como juiz eleitoral nestas eleições. Pouco ou nada podemos fazer no sentido de garantir a lisura do pleito. Tudo vem pré-formatado de cima pra baixo do TSE. Nossa fiscalização na apuração é mínima ou inexiste. Somos meros espectadores”, escreveu. Fabrício foi afastado de suas funções eleitorais após ser alvo de um processo administrativo disciplinar.

Em consulta na manhã desta sexta-feira, 28, a única conta que continua ativa no Twitter era a da juíza pró-Lula. As demais estavam suspensas.

Com informações do Metrópoles e Revista OESTE

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