A megaoperação da Polícia Federal (PF) para prender Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e tomar depoimentos de mais de 40 pessoas, foi baseada em mapas dos votos que o atual presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro receberam noNordeste. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a prisão preventiva, mas o ministro …
???? Megaoperação para prender Silvinei foi baseada em mapa de votos de Lula

A megaoperação da Polícia Federal (PF) para prender Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e tomar depoimentos de mais de 40 pessoas, foi baseada em mapas dos votos que o atual presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro receberam no
Nordeste.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a prisão preventiva, mas o ministro Alexandre deMoraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou.
A informação surgiu depois que Moraes tirou o sigilo da investigação da PF contra Vasques na tarde desta quarta-feira, 9. A polícia colheu os depoimentos e informações dos celulares de ex-funcionários do
Ministério da Justiça e da PRF.
Segundo os documentos, por determinação da diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Alencar, foi elaborado um “projeto de painel” – mapa – com os resultados de todos os votos do primeiro turno eleitoral em relação a Lula e Bolsonaro. O documento foi entregue ao então ministro da Justiça, Anderson Torres, e a Silvinei Vasques.
O mapa apontava o óbvio: maior concentração dos eleitores de Lula na região Nordeste. A liberação dos ônibus para votação, por parte do ministro Luis Roberto Barroso, do STF, também é mencionada em trocas de mensagens de integrantes da PRE.
O que teria justificado a “Operação Eleições 2022″ da Polícia Rodoviária foi a suspeita de compra de votos,”coronelismo” e uso de ônibus clandestinos para levar os eleitores até às urnas. A PRF, então, colocou o etetivo nas ruas – segundo Silvinei, um procedimento “padrão” para impedir crimes eleitorais.
A investigação da PF também coloca Torres no centro da apuração. A polícia concluiu que a operação não seria, de fato, da PRF, mas do Ministério da Justiça. Nesse sentido, Marilia seria o ponto de ligação entre Torres e Silvinel.
A PF ainda relata que, durante uma reunião entre Silvinei e membros da corporação, o então diretor da PRF teria dito que a cúpula precisava “tomar um lado”. O encontro aconteceu em outubro de 2022 e não foi registrado na agenda oficial de Vasques nem em ata oficial.
Fonte: Revista OESTE











