Ronaldo Tabosa e outras seis pessoas ligadas a ele foram presas na manhã desta quarta A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tesouro Oculto logo no início da manhã desta quarta-feira (04) por suposto envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, organização criminosa, fraude à execução e uso de documento falso da venda …
????Ex-vereador que liderou grupo criminoso é preso em Operação da PF

Ronaldo Tabosa e outras seis pessoas ligadas a ele foram presas na manhã desta quarta
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Tesouro Oculto logo no início da manhã desta quarta-feira (04) por suposto envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, organização criminosa, fraude à execução e uso de documento falso da venda ilegal de planos de saúde. Os serviços não têm registro na Agência Nacional de Saúde (ANS). Os agentes estiveram em casas de suspeitos no Parque 10, Bairro da Paz e Vieiralves.
O ex-vereador Ronaldo Tabosa (Avante) e outras seis pessoas ligadas a ele foram presas. O nome da operação se dá devido a um dos empreendimentos ser do ramo do entretenimento.
De acordo com informações da PF, o grupo criminoso criou empresas fraudulentas com uso de “laranjas”, sem que essas pessoas soubessem, e de “testas de ferro” que estavam cientes de que se tratavam de esquemas ilegais.
Pelas investigações estarem em sigilo, o delegado de Repressão a Crimes Fazendários, Pablo Michel, disse que o chefe da organização criminosa é um ex-parlamentar, sem confirmar o nome do ex-político.
“Trata-se de uma organização criminosa que atua há décadas aqui no nosso estado e que causou prejuízo estimado na ordem de R$ 90 milhões. Um grupo criminoso que tem um modus operandi complexo de investigar. Conseguimos identificar esse grupo que tem como líder um ex-parlamentar e basicamente toda sua família na empreitada criminosa”, disse em coletiva.
Ainda segundo o delegado, havia a iniciativa de constituir inúmeras pessoas jurídicas de forma sucessiva para dificultar a atuação dos órgãos de repressão do estado.
O delegado federal Domingos Sávio Pinzon disse que é provável existir a participação do parlamentar.
“Ele é o proprietário de fato de algumas empresas e se utiliza de terceiras pessoas como laranja para estarem à frente dos negócios oficialmente, mas, de fato, há indícios de uma única pessoa e que seria o proprietário das empresa”, informou Sávio.
Venda ilegal
As empresas eram criadas, de fato, com CNPJ constituído, com o intuito de darem continuidade à atividade ilegal de venda de planos de saúde sem registro na ANS.
“O objetivo da operação foi detectar patrimônio oculto utilizado nessa lavagem de dinheiro. Arrecadar documentos para robustecer o conteúdo probatório do inquérito policial. Já há no inquérito laudos periciais contábeis que comprova, efetivamente, alguns crimes como sonegação fiscal e ocultação do patrimônio que vem a caracterizar o crime de lavagem de dinheiro”, disse.
Segundo os delegados, a operação continua em andamento.











