????Jornalista afirma que gestão de David Almeida foi frustrante na educação em 2023

O chefe do Executivo municipal, David Almeida (Avante), fecha o ano sem realizar o prometido concurso público da Secretaria Municipal de Educação (Semed), concedendo um reajuste salarial abaixo da expectativa e não irá pagar o abono do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), destacou em sua coluna desta quarta-feira (20), o jornalista …

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O chefe do Executivo municipal, David Almeida (Avante), fecha o ano sem realizar o prometido concurso público da Secretaria Municipal de Educação (Semed), concedendo um reajuste salarial abaixo da expectativa e não irá pagar o abono do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), destacou em sua coluna desta quarta-feira (20), o jornalista Thiago Botelho.

Essa atuação pífia em uma pasta de extrema importância, segundo o jornalista, é tão somente a consequência de decisões equivocadas, como nomear a irmã, Dulce Almeida, para comandar a Semed sem que ela tenha experiência administrativa, além de ratear a indicação de gestores escolares com políticos aliados.

“Vale lembrar que durante a campanha, David garantiu que não nomearia parentes em cargos públicos. Não só descumpriu a promessa, como nomeou a irmã na pasta de maior orçamento do município”, observou Botelho.

Em fevereiro, durante a abertura do ano Legislativo da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o prefeito prometeu que o edital do concurso da Semed seria publicado ainda no primeiro semestre deste ano e não cumpriu a promessa.

“Quem também faltou com a verdade sobre o assunto foi Dulce Almeida, que em live justificou a ausência do concurso por conta do apertado calendário pré-eleitoral. Ou seja, disse, em outras palavras, que o irmão prometeu algo que tinha ciência que não cumpriria. Para completar, a secretária de Educação prometeu que o concurso sairá em 2025 se David Almeida for reeleito, numa clara campanha antecipada”, comentou o jornalista.

Em julho, após longa discussão, a Prefeitura de Manaus sancionou o reajuste de apenas 4,5% no salário dos profissionais da educação do município. O valor é abaixo da expectativa da categoria, que almejava um aumento de 15%.

À época, o vereador Rodrigo Guedes (Podemos) fez duras críticas ao reajuste concedido pela Prefeitura, que segundo ele, foi de apenas R$15,70 na prática, já que, dos 5%, foram 3,83% de data-base e somente 0,67% de aumento real.

E para encerrar o ano, David Almeida admitiu que não irá pagar o abono do Fundeb aos professores.

O valor, que foi pago nos últimos anos, é um recurso que os profissionais da educação já esperam para “engordar” o Natal. Neste ano, infelizmente, o Papai Noel terá o saco vazio.

Segundo David Almeida, o abono não será pago por falta de recursos, uma vez que a Prefeitura recebeu uma quantidade menor de repasses neste ano do que em 2022. No entanto, segundo o site do Tesouro Nacional, a redução foi de apenas 5%, ou seja, a Prefeitura recebeu R$ 1,32 bilhão no ano passado e R$ 1,25 bilhão neste ano.

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