A dragagem de trechos dos rios Madeira, Amazonas, Juruá e Purus será antecipada para junho para evitar que navios de carga encalhem durante a seca. Esse serviço ocorreu em 2023 em trechos do Amazonas e Solimões para permitir a passagem de navios que ficaram retidos no Pará. Com a seca prolongada dos rios, a navegação …
????Dragagem será antecipada para prevenir isolamento do Amazonas na seca

A dragagem de trechos dos rios Madeira, Amazonas, Juruá e Purus será antecipada para junho para evitar que navios de carga encalhem durante a seca. Esse serviço ocorreu em 2023 em trechos do Amazonas e Solimões para permitir a passagem de navios que ficaram retidos no Pará. Com a seca prolongada dos rios, a navegação de embarcações de grande porte para Manaus foi inviabilizada.
A antecipação foi anunciada na última quarta-feira (3) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa, ao governador do Amazonas, Wilson Lima, que pediu ao governo federal providências para prevenir o estado contra os efeitos da estiagem.
Lima pediu ajuda humanitária, recursos econômicos e brigadistas para o combate a queimadas. O governador também solicitou a locação de embarcações para montagem de estações de tratamento de água nos municípios afetados.
Silvio Costa anunciou que haverá licitação em abril para contratação do serviço de dragagem e remoção de bancos de areia.
Ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, Wilson Lima pediu, além de recursos financeiros, 300 mil cestas básicas, baldes, caixas de água e itens de higiene e limpeza, além de apoio logístico para entrega de alimentos e produtos de higiene.
Para o Ministério do Meio Ambiente, o governador do Amazonas pediu 300 brigadistas e militares da Força Nacional para combate a incêndios florestais e desmatamento, bem como aeronaves e veículos para ações de contenção do fogo.
O governo do estado apresentou ao governo federal projeto para implantação de brigadas de incêndio em 21 municípios que representam 92% dos registros de focos de calor no estado. O financiamento será do Fundo Amazônia.
“A gente tem uma série de ações. A questão da dragagem dos rios, a da contratação de brigadistas, o avanço do nosso projeto junto ao Fundo Amazônia, a integração com o Ministério da Integração no momento em que a gente precisar, por exemplo, de estrutura como nós precisamos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para poder fazer o transporte de alimento para algumas comunidades. Então, a gente veio antecipar aqui, apresentar essa nossa preocupação ao governo federal e já começar o nosso planejamento”, disse Wilson Lima.
Em 2023, segundo Wilson Lima, o estado gastou R$ 100 milhões em ações de combate aos efeitos da seca dos rios.
Também participaram da reunião em Brasília o ministro Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional e o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
Com informações da assessoria











