????‘Quem não deve, não teme’, alfineta Thiago Botelho sobre CPIs contra David Almeida

O famoso ditado que diz “quem não deve, não teme” se aplica perfeitamente ao cenário da gestão do prefeito David Almeida (Avante) diante das acusações de corrupção na administração municipal. Essa realidade é evidenciada pelo fato de que vereadores aliados do prefeito ingressaram com quatro ações no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para barrar …

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O famoso ditado que diz “quem não deve, não teme” se aplica perfeitamente ao cenário da gestão do prefeito David Almeida (Avante) diante das acusações de corrupção na administração municipal.

Essa realidade é evidenciada pelo fato de que vereadores aliados do prefeito ingressaram com quatro ações no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para barrar as duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) instauradas na Câmara Municipal de Manaus (CMM) na semana passada, conforme analisou o jornalista Thiago Botelho na coluna Sem Mimimi desta terça-feira (24).

Segundo Botelho, essa articulação, que teve a aprovação da cúpula da prefeitura, pode ser vista como assédio judicial, numa clara tentativa de induzir o Judiciário a atender ao desejo do prefeito de não responder às indagações pertinentes.

“Nessas várias tentativas, uma obteve êxito. Nesta segunda-feira (23), a ação impetrada pelo vereador Dr. Eduardo Assis, do Avante, mesma sigla do mandatário, foi acatada pelo desembargador Flávio Pascarelli”, comentou.

Além de Assis, os outros três vereadores que atuam como para-choques de David na CMM — Gilmar Nascimento (Avante), Jander Lobato (PSD) e Wallace Oliveira (DC) — também foram mobilizados para atuar em favor do prefeito no Judiciário, conforme destacou Botelho.

Para o jornalista, os vereadores fazem tudo o que o prefeito manda. No entanto, a justificativa apresentada por Eduardo Assis para a ação chamou a atenção. O parlamentar alegou que as CPIs são um movimento eleitoreiro destinado a macular a imagem do prefeito às vésperas das eleições, ao mesmo tempo em que ressaltou que o papel da CMM é fiscalizar o Poder Executivo.

“Além disso, ele também afirmou que o presidente da Casa, Caio André (União Brasil), não observou o princípio da proporcionalidade partidária na composição dos colegiados, uma meia verdade, já que a base aliada decidiu esvaziar a reunião do colégio de líderes que escolheu os integrantes das CPIs”, acrescentou Botelho.

Entretanto, o jornalista lembrou que são os próprios aliados de David Almeida que derrubam qualquer pedido de informação à Prefeitura apresentado pela oposição na Câmara Municipal. Essa falta de informação resultou nos pedidos de instalação das CPIs da Semcom e dos Contratos, esta última já apelidada de CPI da Cruzeta.

Em nota, o vereador Lissandro Breval (PP), escolhido presidente da CPI dos Contratos, informou que a CMM irá recorrer da decisão da Justiça e confia na sensibilidade dos magistrados.

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