????Corte de gastos: governo mantém ministério e testa paciência do mercado

Com o dólar em alta e rondando os R$ 5,80, o governo Lula (PT) ainda não bateu o martelo sobre o pacote de corte de gastos e testa a paciência do mercado financeiro, ansioso pelo anúncio das medidas. A ideia é que esse pacote, prometido para sair logo após as Eleições Municipais, forneça aos investidores …

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Com o dólar em alta e rondando os R$ 5,80, o governo Lula (PT) ainda não bateu o martelo sobre o pacote de corte de gastos e testa a paciência do mercado financeiro, ansioso pelo anúncio das medidas.

A ideia é que esse pacote, prometido para sair logo após as Eleições Municipais, forneça aos investidores uma garantia de que o governo será capaz de cumprir o arcabouço fiscal, a regra de controle das despesas públicas que substituiu o teto de gastos a partir deste governo.

Nessa quarta-feira (13/11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu a possível falta de tempo hábil para fazer os anúncios nesta semana, mas mostrou otimismo: “Se o presidente [Lula] autorizar, anunciamos. Mas o mais importante é: assim que ele der a autorização, nós estamos prontos para dar publicidade aos detalhes”.

Com isso, já se trabalha em Brasília com a possibilidade de que a apresentação das medidas fique para depois da reunião de cúpula do G20, que ocorrerá na semana que vem no Rio de Janeiro. A agenda tem uma importância estratégica para o governo brasileiro porque encerra a presidência rotativa do país no Grupo dos Vinte.

Sem especificar o montante envolvido nesse pacote de corte de despesas, Haddad se limitou a dizer que o número é “expressivo”.

A percepção de Haddad nesta semana foi de que houve avanços nas conversas. A pedido do presidente, ele passou a quarta-feira em reuniões externas, a primeira com o ministro da Defesa, José Múcio, e a segunda com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Na primeira agenda, a ideia foi levar aos comandantes das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) o que a equipe econômica projeta como possíveis revisões de despesas no Orçamento destinado aos militares. Já ao presidente da Câmara, ele apresentou as linhas gerais das medidas fiscais, que deverão tramitar na forma de proposta de emenda à Constituição (PEC) e de projeto de lei complementar (PLP).

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