Suspeito de matar jovem palestino em Manaus tem prisão temporária decretada

O palestino de 20 anos foi assassinado em frente a uma casa noturna na zona Centro-Sul de Manaus O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretou a prisão temporária de Robson Silva Nava Júnior, de 30 anos, apontado como suspeito de matar o palestino-brasileiro Mohammad Ali Ismail Hamdan Manasrah, de 20 anos. A decisão foi …

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O palestino de 20 anos foi assassinado em frente a uma casa noturna na zona Centro-Sul de Manaus

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretou a prisão temporária de Robson Silva Nava Júnior, de 30 anos, apontado como suspeito de matar o palestino-brasileiro Mohammad Ali Ismail Hamdan Manasrah, de 20 anos. A decisão foi do juiz Reyson de Souza e Silva. A informação é do Radar Amazônico.

Conforme noticiado, o crime ocorreu na madrugada do último sábado (08) em frente a casa noturna Rox Clube, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul de Manaus.

Além da prisão temporária de 30 dias, a Justiça expediu mandado de busca e apreensão na residência do investigado, que não teve o endereço informado.

Estudante do curso de Ciência da Computação na Universidade da Jordânia, no Médio Oriente, o palestino Mohammad Ali Ismail Hamdan Manasrah estava de férias com a família em Manaus. A vítima voltaria para o país na próxima quarta-feira (12).

Sobre o crime

Informações preliminares apontavam que uma mulher – até o momento não identificada – teria sido a motivação do assassinato. Porém, a investigação da polícia mostra que tudo começou após o irmão da vítima esbarrar acidentalmente em um homem identificado como Bruno Gomes, que seria familiar do suspeito.

Ainda segundo a investigação da polícia, Bruno Gomes entregou o balde de bebidas que estava consigo para uma amiga e agrediu o irmão de Mohammad Ali Ismail, até a chegada dos seguranças. Logo em seguida, um homem que trajava uma camisa branca e bermuda azul passou e começou a ameaçar o palestino.

O irmão de Mohammad Ali pegou a comanda e foi até o caixa pagar a despesa, e assim, saiu da casa noturna. Fora do estabelecimento comercial, Bruno Gomes correu em direção dos irmãos e começou agredí-los, que novamente, revidaram.

De acordo com o inquérito, Robson Silva pegou uma garrafa e seguiu em direção aos irmãos. O palestino Mohammad Ali Ismail foi agredido com uma garrafada na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

Ocultação de provas

Na manhã seguinte após o ocorrido, Robson Silva Nava Júnior se apresentou na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) acompanhado de seu advogado. Em depoimento, ele negou participação no crime e afirmou que Bruno Gomes seria o responsável por matar o palestino.

Durante a oitiva, ele se propôs a entregar as roupas usadas no dia do ocorrido. Entretanto, a roupa entregue por Robson Silva não condiz com as imagens de câmeras de segurança do estabelecimento comercial.

Além disso, uma testemunha reafirmou que o suspeito do crime usava uma camisa branca e uma bermuda azul, e reconheceu Robson Silva nas imagens de câmera de segurança da casa noturna.

Na decisão, o juiz cita a Lei 2.848, no artigo 121 e parágrafo 2, que trata do crime de homicídio qualificado por motivo fútil e mais cinco tipificações. De acordo com Legislação vigente, a pena para condenados varia de 12 a 30 anos de prisão.

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