Unidades que pertenciam a Eletrobras, passam a integrar o portfólio da empresa
Âmbar Energia conclui compra de 12 termelétricas no Amazonas

A Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, concluiu nesta quarta-feira (14) a aquisição de 12 usinas termoelétricas no Amazonas. A informação é do g1 Amazonas. As unidades que pertenciam a Eletrobras, passam a integrar o portfólio da empresa, que também inclui usinas hidrelétricas, solares, a biomassa, biogás e carvão mineral.
Ao todo, as 12 usinas que passam a pertencer a Âmbar, têm capacidade instalada de 1.559 megawatts (MW). “Esta transação amplia nosso parque gerador com ativos estratégicos para nosso portfólio, que são fundamentais para a segurança energética”, afirmou o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta.
A conclusão do negócio inclui a transferência da totalidade de ativos e direitos detidos pela Eletronorte, subsidiária da Eletrobras, nas UTEs Mauá III, Rio Negro (em projeto), Aparecida, Anamã, Anori, Codajás, Caapiranga, Cristiano Rocha, Manauara, Jaraqui, Tambaqui e Ponta Negra.
Zanatta destacou a relevância do gás natural como fonte essencial para o país. “Esse é um combustível fundamental para a transição energética segura no Brasil, garantindo flexibilidade e confiabilidade ao sistema elétrico nacional”, disse.
O negócio foi assinado e anunciado em junho de 2024. A conclusão da venda da UTE Santa Cruz (500 MW), no Rio de Janeiro, também parte do portfólio da Eletrobras, ainda aguarda aprovação regulatória.
Venda da Amazonas Energia
No dia 25 de novembro de 2024, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda da Amazonas Energia, para o grupo J&F – dos irmãos Wesley e Joesley Batista. O aval foi publicado no Diário Oficial da União.
O caso não chegou ao Tribunal do Cade, sendo aprovado pelo superintendente-geral do conselho, Alexandre Barreto. Casos menos complexos são analisados pela Superintendência-Geral, sem necessidade de deliberação no Tribunal.
O Cade é a instituição responsável por aprovar fusões e aquisições de negócios, evitando a criação de monopólios ou a consolidação de práticas empresariais que prejudiquem a concorrência. Em parecer que embasou a aprovação, a área técnica do conselho afirmou que o acordo de venda da distribuidora à Âmbar Energia “não contempla cláusulas restritivas à concorrência”.











