???? A guerra energética de Putin contra a Europa: à espera do inverno

A guerra energética de Vladimir Putin contra a Europa está fracassando, mostra artigo publicado nesta segunda-feira, 19, no The Wall Street Journal. O presidente da Rússia diminuiu consideravelmente o fornecimento de gás natural aos países do continente, com o objetivo de pressioná-los a deixar de apoiar a Ucrânia. No entanto, o preço do insumo está cada …

Compartilhar em:

A guerra energética de Vladimir Putin contra a Europa está fracassando, mostra artigo publicado nesta segunda-feira, 19, no The Wall Street Journal. O presidente da Rússia diminuiu consideravelmente o fornecimento de gás natural aos países do continente, com o objetivo de pressioná-los a deixar de apoiar a Ucrânia. No entanto, o preço do insumo está cada vez mais baixo. E as finanças de Moscou estão se deteriorando à medida que os europeus estabelecem planos para lidar com a escassez do gás russo.

Os sinais de que a estratégia econômica de Putin está fracassando coincidem com os retrocessos dos russos no campo de batalha, visto que as forças ucranianas recuperaram territórios ocupados pelo Kremlin.

A União Europeia (UE) alega que o propósito do presidente russo é infligir dor às famílias e às empresas do continente. A ideia seria pressionar os cidadãos dos países a protestarem contra seus governos, para que deixem de aplicar sanções econômicas a Moscou.

A Rússia não está certa de que perderá essa luta. Mas há um consenso crescente entre as autoridades, os especialistas em energia e os economistas: apesar de as ações russas causarem sérias dificuldades à Europa, Putin deve fracassar em seus planos. Segundo os especialistas, os europeus podem sair do inverno sem enfrentar escassez de combustíveis. Assim que o inverno acabar, o ex-agente da KGB terá menos poder de barganha.

A bonança energética de Moscou diminui à medida que as exportações de gás natural caem e o preço do petróleo despenca. O petróleo Brent, referência global, caiu de mais de US$ 120 o barril para cerca de US$ 90.

Na semana passada, a UE apresentou propostas para aliviar a pressão sobre os consumidores, incluindo restrições obrigatórias ao uso de energia elétrica. Alguns especialistas em energia temem que os subsídios diretos do governo para a energia frustrarão os esforços para conter a demanda.

O próximo inverno é o período de máxima vulnerabilidade para os governos europeus. Se a estação for mais dura que o normal e levar ao aumento do consumo de energia, o otimismo pode evaporar. Mas há sinais concretos de que o poder de barganha da Rússia está diminuindo. Os preços do gás natural e da eletricidade, que subiram acentuadamente depois do fechamento temporário do Gasoduto Nord Stream, rapidamente se inverteram.

Na sexta-feira 16, o gás foi negociado em cerca de € 185 o megawatt-hora. Isso é quase três vezes maior que o verificado há um ano e mais que o dobro do nível registrado em junho, quando o Kremlin acentuou as atividades do Nord Stream. Mesmo assim, caiu mais de 45%, em comparação com agosto.

As alternativas aos suprimentos russos, incluindo o GNL dos Estados Unidos e de outros países, estão ajudando a cobrir parte da lacuna deixada pelo fechamento do Nord Stream. O armazenamento de gás no subsolo atingiu 85% da capacidade e excedeu a meta da UE de 80% até o fim de outubro.

Fonte: Revista OESTE

Estamos com foco no fato

Compartilhar em: