Na 47ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), agricultores familiares têm mostrado a diversificação da produção com culturas como pitaya, limão-siciliano, sálvia e produtos do extrativismo, como óleos essenciais. Entre os destaques, está o cultivo da Carolina Reaper, considerada a pimenta mais ardida do mundo, produzida em Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana de Manaus. …
A pimenta mais ardida do mundo agora é cultivada no Rio Preto da Eva

Na 47ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), agricultores familiares têm mostrado a diversificação da produção com culturas como pitaya, limão-siciliano, sálvia e produtos do extrativismo, como óleos essenciais. Entre os destaques, está o cultivo da Carolina Reaper, considerada a pimenta mais ardida do mundo, produzida em Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana de Manaus. O agricultor Bruno Souza trouxe as sementes de Minas Gerais e já cultiva um hectare, vendendo pimentas in natura e mudas decorativas.
A Carolina Reaper é originária dos Estados Unidos, resultado do cruzamento entre a Pakistani Naga e a Habanero vermelha, com alto teor de capsaicina que lhe confere ardência extrema. Na Escala Scoville, que mede a pungência das pimentas, ela atinge 1,6 milhão de unidades em média, podendo superar 2,2 milhões SHU — mais de 40 vezes mais picante que a malagueta brasileira. O objetivo do produtor agora é investir em equipamentos para produzir molhos e conservas a partir da pimenta.
A variedade amazônica também se destaca com pimentas nativas como murupi (60.000 a 100.000 SHU) e cumari-do-pará (até 100.000 SHU), mas nenhuma se aproxima da Carolina Reaper, que combina intensa picância e sabor frutado, conquistando chefs e apreciadores da ardência pelo mundo.
Fonte: Rede Onda Digital
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