O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, contesta o uso de uma planilha de registros de entrada no Palácio da Alvorada apresentada pela Polícia Federal em inquérito sobre suposta reunião para conspirar contra a posse de Lula em 2022. Segundo ele, a intenção ao abordar a presença de Tarcísio de Freitas na lista foi …
Advogado se manifesta após Moraes oficiar Tarcísio no STF

O advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, contesta o uso de uma planilha de registros de entrada no Palácio da Alvorada apresentada pela Polícia Federal em inquérito sobre suposta reunião para conspirar contra a posse de Lula em 2022. Segundo ele, a intenção ao abordar a presença de Tarcísio de Freitas na lista foi apontar a existência de “investigação seletiva”, e não culpar o governador.
Chiquini sustenta que os registros de visitas de encontros com aliados do então presidente Jair Bolsonaro, anexados pela Procuradoria-Geral da República, “não significam e não provam nada”.
O advogado aponta que o mesmo arquivo indica a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Alvorada no mesmo dia e horário aproximado — sem que o governador tenha sido investigado por participação em suposta trama golpista.
“Existe, no mesmo registro apresentado pelo delegado, o nome do governador Tarcísio, em visita ao ex-presidente no mesmo dia e em horário aproximado à suposta reunião — que nunca foi investigado por ‘golpe’. Ou seja, isso demonstra que a investigação é seletiva, escolhe o que quer, e que esses registros de entrada são frágeis e não comprovam absolutamente nada — não podendo ser usados seletivamente para acusar alguns como se fossem prova absoluta”, disse, por meio de nota enviada à coluna.
A manifestação afirma ainda que o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, delator no caso, admitiu em depoimento que era possível manipular os registros de entrada e que ele próprio anotava nomes de visitantes. Para a defesa, isso tornaria o documento uma prova “frágil” que não poderia ser usada de forma seletiva para incriminar alguns investigados.
“Mauro Cid admitiu, em seu depoimento, que ele mesmo conseguia manipular esses registros e que fazia anotações de quem visitava o presidente — logo, o próprio delator tinha interesse nisso, o que destrói essa ‘prova’, que não pode ser usada contra ninguém”, afirmou Chiquini.
Fonte: Metrópoles
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