Mesmo com o relacionamento político estremecido desde as eleições municipais de 2024, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) sinalizou, nesta semana, que não fechou as portas para uma reaproximação com o governador Wilson Lima (União). Entretanto, ele afirmou que manterá críticas à gestão estadual. Durante entrevista ao podcast do Jornal A Crítica, o deputado …
Alberto Neto quer Wilson Lima como candidato ao Senado em 2026

Mesmo com o relacionamento político estremecido desde as eleições municipais de 2024, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) sinalizou, nesta semana, que não fechou as portas para uma reaproximação com o governador Wilson Lima (União). Entretanto, ele afirmou que manterá críticas à gestão estadual.
Durante entrevista ao podcast do Jornal A Crítica, o deputado federal disse que não tem contato com Wilson desde o pleito passado, quando o governador optou por apoiar Roberto Cidade (União) à Prefeitura de Manaus, em vez de sua candidatura, destacou o jornalista Thiago Botelho na coluna Sem Mimimi desta quarta-feira (11).
O episódio citado por Alberto Neto havia marcado um ponto de ruptura entre os dois políticos, que são aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Amazonas. “Desde aquela eleição que não temos mais contato nenhum”, afirmou Alberto. Ainda assim, o parlamentar deixou claro que uma composição futura não está descartada, desde que se fundamente em princípios sólidos e coletivos.
“A gente está disposto a conversar. Não pode ser um projeto só do Capitão (Alberto Neto), a gente tem que ter um projeto maior, um projeto de país para a direita votar”, declarou.
Maturidade
Para Botelho, as declarações de Alberto Neto demonstram uma clara maturidade política. Apesar do ressentimento evidente, o deputado federal compreende que, para 2026, a direita precisará de articulação e unidade para fazer frente ao bloco “lulopetista” no Amazonas e no Brasil.
Ao comentar a recente aproximação de Wilson Lima com Jair Bolsonaro, que participou de um ato pró-anistia aos presos do 8 de janeiro em São Paulo, o deputado elogiou o movimento, mas fez um alerta. Disse que, se Wilson quiser ser senador da República dentro do campo conservador, não adianta só falar que é Bolsonaro, tem que se posicionar.
“Dessa forma, Alberto Neto joga com inteligência: mantém seu posicionamento como um dos nomes mais fiéis ao bolsonarismo no estado, mas evita criar um racha irreversível dentro da direita”, analisou Botelho.
Para o jornalista, o gesto de abertura à conversa com Wilson Lima pode ser estratégico mirando 2026, quando a coesão da direita será determinante para a disputa pelo Senado e pelo Governo do Amazonas. “No cenário em que Wilson Lima deixe o governo para disputar o Senado, ele e Alberto podem se unir como os nomes da direita para o pleito, e o União Brasil dará a robustez necessária ao programa eleitoral para que isso se concretize”, comentou o jornalista.
E, se fica, além de apoiar o projeto de Alberto Neto, dará mais solidez à iminente candidatura da professora Maria do Carmo ao Governo do Estado, dando palanque para a bolsonarista no interior. Ao colocar a construção de um “projeto de país” acima dos interesses pessoais, Alberto Neto se posiciona como um articulador, e não apenas como um candidato. E isso é digno de aplausos.











