Vereador vem adotando uma postura de fiscalização e cobrança do Executivo Municipal
Amauri Gomes critica Reforma da Previdência e aumenta pressão pela derrubada

O vereador Amauri Gomes (União) afirmou ser contra a Reforma da Previdência enviada pela Prefeitura de Manaus, sob gestão de David Almeida (Avante), que aumenta o tempo de aposentadoria em sete anos para mulheres e cinco para homens.
Recém-empossado, o parlamentar vem adotando uma postura de fiscalização do Executivo Municipal. Segundo ele, a proposta vai “maltratar” os servidores públicos de Manaus com o aumento dos anos de contribuição.
“Estão maltratando os servidores públicos da cidade de Manaus. Existe um Projeto de Lei que quer submeter os servidores a trabalhar mais 5 e 7 anos antes de sua aposentadoria. Isso nós não vamos compactuar. No Dia do Servidor Público, quero deixar registrado que vou votar contra a Reforma da Previdência. A reforma precisa de mais estudos e análises técnicas; não vamos aceitar que isso seja feito de qualquer jeito. No Dia do Servidor Público, contem comigo”, declarou o vereador em vídeo publicado nas redes sociais.
Entre os principais pontos que Amauri critica estão o aumento do tempo de contribuição, a elevação da idade mínima — de 55 para 62 anos no caso das mulheres e de 60 para 65 anos para os homens — além de redução de proventos, mudanças nas regras de pensão e novas taxas de contribuição.
A proposta enfrenta forte resistência na Câmara Municipal, com 12 votos contrários até o momento, faltando apenas um voto para ser derrubada.
Vereador denuncia manobra
O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) denunciou uma manobra política entre vereadores da base do prefeito David Almeida para garantir a aprovação.
A base governista estaria segurando o projeto nas comissões para evitar que seja colocado em votação, já que a prisão preventiva do vereador Rosinaldo Bual reduziu o número de votos favoráveis.
“Como fiscal do serviço público municipal e da Prefeitura de Manaus, trago em primeira mão a nova estratégia do prefeito para aprovar, ou não nos deixar derrubar, a Reforma da Previdência Municipal. Eles estão fazendo de tudo para segurar a votação e prejudicar os servidores públicos com essa reforma. Mas não fui para a Câmara para guardar segredo — continuarei denunciando as maldades do prefeito e dos vereadores contra o servidor público”, afirmou Guedes.
Antes da prisão, a base aliada contava com 28 votos favoráveis, o número mínimo necessário (dois terços da Casa) para aprovar o projeto. Com a ausência de Bual, a base perdeu a vantagem, abrindo espaço para que a oposição derrote a proposta.











