A seca histórica dos anos de 2023 e 2024 fez as facções, principalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), buscarem em aviões e helicópteros uma alternativa aos barcos para o transporte de droga, armas e ouro extraído de garimpos ilegais. Como resultado, só no estado do Amazonas, as autoridades de segurança pública já identificaram cerca …
Amazonas tem cerca de 200 pistas de pouso usadas pelo crime organizado

A seca histórica dos anos de 2023 e 2024 fez as facções, principalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), buscarem em aviões e helicópteros uma alternativa aos barcos para o transporte de droga, armas e ouro extraído de garimpos ilegais. Como resultado, só no estado do Amazonas, as autoridades de segurança pública já identificaram cerca de 200 pistas usadas pelo crime organizado para pousos e decolagens.
A logística das drogas e de outros produtos obtidos ilegalmente por organizações criminosas obedece ao regime de cheias e vazantes dos rios da região amazônica. Quando o volume de água é maior, as embarcações conseguem driblar mais facilmente a precária fiscalização, passando por locais distantes das bases ou usando os “furos” (atalhos) para se deslocar sem serem percebidas. Na seca, os caminhos se “estreitam”.
Depois do pioneirismo do PCC e passada a grande seca, o Comando Vermelho (CV) também demonstrou interesse em usar com mais frequência as rotas aéreas para fazer o transporte de drogas e armas.
A maior parte das pistas identificadas pelas autoridades é de terra, com algumas delas gramadas e outras de asfalto. Segundo relatório encaminhado às autoridades de segurança em 2024, há algumas tão bem providas que contam “com infraestrutura para pousos noturnos e servem como pontos de apoio para aeronaves pequenas, como monomotores, que transportam cargas ilegais (drogas, armas, equipamentos para garimpo) ou pessoas envolvidas em atividades criminosas”.
O levantamento mostra ainda que não são apenas as pistas clandestinas que servem para pouso e decolagem das facções que atuam no Amazonas.
Há também aeródromos regulares que exercem essa função, como é o caso de um em Novo Aripuanã, no meio do caminho entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), às margens do Rio Madeira. Em fevereiro, o Greenpeace encontrou 130 balsas usadas no garimpo ilegal, parte delas entre o município e a cidade de Humaitá.
Fonte: Metrópoles
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