Morte de Giovana foi estopim para iniciar investigação sobre gestão do prefeito David Almeida
Ao contrário da CMM, Aleam abre espaço para viúvo de Giovana se pronunciar

Um dia após ser ignorado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), João Vitor – viúvo de Giovana Ribeiro – teve a oportunidade de se pronunciar na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta quinta-feira (7). Na ocasião, João relembrou o episódio que considerou “humilhação” e criticou a Prefeitura de Manaus pela omissão em não tapar o buraco que causou a morte da sua esposa.
“A gente sofreu humilhação na Câmara de vereadores. Eu e minha estivemos cedo lá [CMM]. Queríamos dar voz a Giovana que estava grávida de oito meses e morreu por causa de um buraco. Eles simplesmente apagaram a luz do plenário e como ratos saíram pelos fundos deixando a gente em prantos. Isso foi um absurdo”, desabafou João com a voz embargada citando o episódio que sofreu na Casa.

A conduta dos vereadores foi considerada como “blindagem” ao prefeito, alvo de duras críticas pelo fato de não ter tapado o buraco que causou a morte de Giovana Ribeiro e seu bebê de oito meses em junho deste ano.
Diante da recusa, João Vitor procurou o deputado Delegado Péricles (PL), que abriu a porta do Parlamento Estadual para o viúvo se pronunciar.
“Eu tive que enterrar o corpo do meu filho e da minha mulher um ao lado do outro foi isso que eu recebi da prefeitura. Com a Giovana eu tive o propósito da vida, mas tudo isso acabou e me colocou numa profunda depressão. Estamos morrendo nas ruas de Manaus e os vereadores não fazem nada. Estão vendo velar os corpos e não fazem nada”, disse João.
A iniciativa de investigar a prefeitura se deu justamente após a morte da biomédica que ganhou repercussão nacional e escancarou o descaso da Prefeitura de Manaus com serviços básicos de infraestrutura da capital.
CPI travada na CMM
O mesmo pedido de abertura de investigação na CMM está “travado” e conta, atualmente, com apenas 10 assinaturas, faltando o apoio de mais 4 parlamentares para seguir o processo.
A proposta no Legislativo Municipal não conta com apoio da base aliada do prefeito e, ao que tudo sugere, não deve alcançar as assinaturas necessárias.
O que chama atenção é que o Parlamento Estadual vai iniciar uma investigação contra o Executivo Municipal, enquanto a CMM, principal foro para esta ação compactua com o descaso da administração municipal.











