Humorista foi condenado por fazer piadas. A decisão cabe recurso Após ser condenado a oito anos de prisão em regime fechado, o humorista Léo Lins foi até as redes sociais e fez uma reflexão sobre a decisão judicial que chegou a envolver, curiosamente, até uma estátua localizada no Centro de Manaus. Na ocasião, o humorista …
Após condenação, Léo Lins cita Amazonas: arte ou crime ?

Humorista foi condenado por fazer piadas. A decisão cabe recurso
Após ser condenado a oito anos de prisão em regime fechado, o humorista Léo Lins foi até as redes sociais e fez uma reflexão sobre a decisão judicial que chegou a envolver, curiosamente, até uma estátua localizada no Centro de Manaus.
Na ocasião, o humorista publicou na sua conta no Instagram uma imagem da deusa Têmis com os seguintes dizeres: está em um Palácio da Justiça no Brasil. Ironia ou realidade? Arte ou Crime?
A estátua citada refere-se ao monumento situado no alto do Palácio da Justiça, localizado na avenida Sete de Setembro, no Centro de Manaus.
Têmis é uma divindade grega por meio da qual a justiça é definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade, colocado acima das paixões humanas.
A publicação citando a figura mitológica pode ser encarada como uma crítica velada à decisão judicial que condenou o humorista a oito anos de prisão.
Ao dizer “ironia ou realidade?” ao lado da imagem da deusa, ele descreve que sua condenação é justamente contrária ao que representa a deusa da justiça, ou seja, uma decisão injusta.
Entenda o caso
A Justiça Federal condenou o comediante Léo Lins a 8 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por promover, segundo a acusação, “discursos preconceituosos contra diversos grupos minoritários” em um show humorístico publicado em 2022 no YouTube.
Além da pena, ele deverá pagar multa de 1.170 salários mínimos e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos. Cabe recurso da decisão.
A sentença, proferida pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, acolheu denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou que o comediante fez piadas ofensivas sobre negros, indígenas, nordestinos, obesos, idosos, homossexuais, evangélicos, judeus, pessoas com deficiência e com HIV.











