Coligação solicitou informações detalhadas sobre o levantamento
Após despencar em pesquisa, Maria do Carmo aciona Justiça contra instituto Projeta

Após aparecer na 4ª colocação na pesquisa do Instituto Projeta na corrida ao Governo do Amazonas, divulgada nesta segunda-feira (24) a Coligação “Mudar é Urgente” – PL/NOVO, que tem Maria do Carmo como candidata, acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para solicitar acesso aos dados internos do levantamento AM-03824/2026.
Segundo a ação, o pedido tem como objetivo permitir que a coligação confira e fiscalize a coleta que deu origem aos números divulgados pela pesquisa no domingo (23).
“A iniciativa não pede, neste momento, a suspensão ou a proibição da pesquisa. O que a coligação requer é o acesso aos dados e aos mecanismos de controle utilizados pela empresa, prerrogativa prevista em lei”, explica o advogado da coligação, Sérgio Bringel.
De acordo com a petição, a Resolução nº 23.600/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permite que candidatas, candidatos, partidos e coligações tenham acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados, inclusive à identificação das pessoas responsáveis pelas entrevistas, além da possibilidade de confrontar os dados publicados com planilhas, mapas ou documentos equivalentes, preservada a identidade dos entrevistados.
No pedido apresentado ao TRE-AM, a coligação solicita que sejam disponibilizados, entre outros elementos, as planilhas e os mapas utilizados na pesquisa, o sistema interno de controle da coleta, o relatório entregue ao contratante e o questionário aplicado aos entrevistados. A coligação também requer acesso aos dados coletados por dispositivos eletrônicos, em formato auditável e acessível eletronicamente, justamente para possibilitar a conferência da consistência das informações que resultaram nos números divulgados.
“Essa é uma medida importante, uma vez que as pesquisas eleitorais possuem potencial de influenciar a percepção do eleitor e, por isso, o próprio Tribunal defende que a fiscalização dos dados seja tratada como instrumento de transparência e proteção da própria democracia eleitoral”, sustenta Bringel. “Não basta divulgar percentuais, é preciso garantir que a sociedade possa conhecer e fiscalizar a origem dos números”, completa.
Outro lado
O Foco entrou em contato com o Instituto, questionando se já foi oficialmente notificado sobre a ação e se deseja se manifestar a respeito dos questionamentos apresentados. Mas, até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.









