Autorização para operar no local está no centro de polêmica
Após rumores de fraude, CMM é bombardeada por pedidos de devassa em contrato de roda-gigante

Três vereadores apresentaram requerimentos na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta segunda-feira (24), solicitando informações detalhadas sobre a licença concedida pela Prefeitura de Manaus, sob gestão de David Almeida (Avante), para uma empresa operar uma roda-gigante na Orla da Ponta Negra, zona Oeste da cidade.
Os pedidos ocorreram após o caso ganhar grande repercussão, quando veio à tona que a empresa Wheel, dona da roda-gigante, foi aberta apenas dois dias antes da inauguração. Conforme dados da Receita Federal, a empresa foi registrada em 18 de novembro, e a roda-gigante inaugurada dois dias depois — levantando suspeitas de possíveis irregularidades.
Os requerimentos, de teor semelhante, foram apresentados pelos vereadores Capitão Carpê e Coronel Rosses, ambos do PL, e Rodrigo Guedes (Progressistas). Chamou atenção o fato de a empresa, mesmo sem experiência no mercado, ter recebido em apenas dois dias todas as autorizações necessárias para operar no local, algo que normalmente exige vários dias de análise.
Além disso, após o caso ganhar destaque, equipes de imprensa foram ao endereço registrado no CNPJ da empresa e constataram que se tratava de um terreno baldio, sem qualquer aparência de funcionamento, localizado na zona Leste de Manaus.
Durante a apreciação dos pedidos, o líder do prefeito na Casa, vereador Eduardo Alfaia (Avante), pediu vistas — ou seja, mais tempo para analisar os três requerimentos que solicitam detalhes pormenorizados do contrato.
Solicitação de informações
- Os parlamentares pedem informações como:
- nome da empresa autorizada a operar o equipamento;
- comprovação de que atende todos os requisitos exigidos para funcionamento;
- cópias integrais do contrato firmado com a Prefeitura;
- garantias de segurança oferecidas aos usuários;
- entre outras informações técnicas e administrativas.
Polêmicas
O caso envolvendo a roda-gigante está no centro de diversas polêmicas.
Em nota enviada ao Foco, a Prefeitura de Manaus afirmou que o contrato foi firmado com um CNPJ pertencente à empresa Neném Park.
No entanto, o próprio dono da roda-gigante, que opera a estrutura na Ponta Negra, desmentiu a informação e afirmou que ele mesmo é o proprietário do negócio.
Ligação clandestina
O ex-vereador de Manaus, Amauri Gomes, denunciou o uso de uma ligação clandestina de energia para manter o equipamento em funcionamento.
O caso ganhou grande repercussão e já se tornou assunto policial, envolvendo o dono da empresa, o ex-vereador e o prefeito David Almeida.











