Segundo os documentos, a causa foi uma nova crise de soluços, que dificultou a realização dos exercícios previstos
Boletim médico de Bolsonaro aponta risco de queda e novas crises de soluços

Novos laudos médicos enviados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam uma piora no quadro clínico durante a sessão de fisioterapia realizada nessa quinta-feira (2/7). Segundo os documentos, obtidos pelo Metrópoles, a causa foi uma nova crise de soluços, que dificultou a realização dos exercícios previstos.
A defesa encaminhou à Corte um relatório médico semanal e um relatório de evolução fisioterapêutica, que descrevem um estado de saúde considerado debilitado, marcado por instabilidade de equilíbrio, sonolência acentuada e crises recorrentes de soluços.
A defesa de Bolsonaro pediu a prorrogação da prisão domiciliar. Horas depois, ainda nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu manter Bolsonaro em domiciliar, agora sem prazo estipulado.
O relatório fisioterapêutico é assinado por Kleber Antônio Caiado de Freitas, profissional que acompanha Bolsonaro em casa durante a recuperação da cirurgia no ombro direito.
De acordo com o documento, na segunda-feira (29/6), Bolsonaro conseguiu realizar normalmente todas as atividades previstas. A sessão incluiu exercícios de mobilidade do ombro e da cintura escapular, fortalecimento com faixa elástica, manipulação da região cervical e ativação muscular.
Ainda segundo o fisioterapeuta, o ex-presidente apresentou boa amplitude de movimento, não relatou dor e, apesar de estar levemente fatigado em razão de uma crise de soluços ocorrida no dia anterior, conseguiu concluir toda a sessão.
Na quinta-feira, porém, o quadro foi diferente. O relatório informa que Bolsonaro chegou para a fisioterapia com intensa tensão nas regiões cervical e abdominal, além de fadiga muscular nos ombros e na cintura escapular.
Diante da piora, a equipe suspendeu os exercícios programados e optou por um tratamento voltado ao alívio dos sintomas. Foram realizadas técnicas de liberação miofascial, massagem na cicatriz da cirurgia e aplicação de laser terapêutico na região do ombro operado.
Fonte: Metrópoles










