Mães de vítimas criaram movimento pedindo Justiças por erros médicos
Caso Benício avança, mas centenas de processos seguem sem solução

A Justiça do Amazonas aceitou, nesta semana, a denúncia e tornou a médica Juliana Santos Brasil e a técnica em enfermagem Raíza Bentes rés pela morte do menino Benício Xavier, em um caso que apura supostos erros médicos. Apesar do avanço do processo, centenas de casos semelhantes no Amazonas seguem sem solução.
Diante desse cenário, um grupo de mães de vítimas se uniu e criou o movimento “Mães por Justiça”, que cobra das autoridades públicas providências para responsabilizar profissionais envolvidos em supostos erros médicos que resultaram na morte de pacientes, especialmente crianças, em hospitais públicos e privados do estado.
Em entrevista ao programa Esclarecendo os Fatos, a representante do movimento, Ariana Malveira, afirmou que os casos são levados às autoridades competentes, mas enfrentam demora na apuração e elucidação.
Segundo ela, muitos processos não avançam sequer na fase inicial de investigação, permanecendo nos inquéritos policiais sem seguir para etapas posteriores, como análise do Ministério Público e julgamento pela Justiça.
Ariana Malveira também afirma que, em diversos casos, os profissionais apontados como responsáveis pelos supostos erros continuam exercendo suas funções normalmente, sem qualquer afastamento. Segundo ela, há situações em que a mesma equipe médica aparece envolvida em mais de uma ocorrência.
As denúncias também são encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina, mas, de acordo com a representante do movimento, os processos administrativos igualmente enfrentam lentidão e raramente resultam em responsabilização. Ela afirma que há falta de conselheiros para conduzir as apurações.
Repercussão do caso Benício
A morte do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em novembro de 2025, em um caso investigado como possível erro médico, trouxe à tona uma realidade que familiares de outras vítimas denunciam há anos: a existência de casos semelhantes na rede pública e privada de saúde do Amazonas.
Movidas pela dor e pela busca por respostas, mães que perderam filhos em circunstâncias parecidas decidiram se unir e fundar o movimento “Mães por Justiça”. O grupo busca dar visibilidade aos casos, cobrar investigações mais céleres e pressionar órgãos públicos para que os responsáveis sejam identificados e, se comprovadas irregularidades, responsabilizados.











