Centro de Diagnóstico de Câncer é fundamental para descoberta e tratamento precoce da doença no Amazonas

A implantação da nova estrutura pode ampliar e agilizar o início do atendimento aos pacientes no estado

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Para reduzir o tempo médio entre a descoberta da doença e o início do tratamento de pacientes oncológicos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas, está prevista a implantação do Centro de Diagnóstico e Estadiamento de Câncer (CDEC). Com isso, todos os exames e procedimentos necessários poderão ser realizados em um único local, garantindo a redução do tempo de atendimento.

O tratamento precoce é fundamental para aumentar as chances de cura, alerta o diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (FCecon), mastologista Gerson Mourão. A demora reduz drasticamente as possibilidades terapêuticas, diz ele.

“Não há no estado, ainda, um local que concentre, de forma integrada, os recursos necessários para confirmar e estadiar o câncer”, explica Mourão. O médico informa que a proposta de criação do CDEC já está em andamento, com previsão para funcionar no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, que integra o Complexo Hospitalar Zona Norte (CHZN), juntamente com a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Campos Salles. “Eu considero que esse projeto representa um dos maiores avanços na contenção do câncer no Amazonas”, destacou.

A proposta também é encampada pelo segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas e pré-candidato a deputado estadual Marcellus Campêlo. Ele afirma que essa é uma das bandeiras defendidas por ele na área da saúde. “Ao reunir em um único local os exames e procedimentos necessários, como diagnóstico por imagem, biópsia, endoscopia, entre outros, o CDEC permitirá que o paciente saia com diagnóstico e plano terapêutico definido em dias. A medida fará aumentar as chances de cura dos pacientes”, afirmou.

Quando Marcellus Campêlo esteve à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), foi concluída a construção do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu). A unidade, que faz parte da estrutura da FCecon, foi entregue pela UGPE em março de 2025.

O Cepcolu já realizou mais de 1 mil conizações, pequena cirurgia para retirar as lesões pré-malignas do colo do útero, evitando a evolução para a o câncer e o risco de óbito. É a primeira unidade do tipo no país. “Trata-se de uma enorme conquista, com impactos muito positivos porque, infelizmente, este é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Amazonas. Com o Cepcolu o nosso estado pode deixar para trás a liderança nessa assustadora estatística”, afirma Marcellus Campêlo.

O diretor-presidente da FCecon ressalta que o Cepcolu é um divisor na saúde feminina para salvar vidas. “A UGPE, na época à frente o ex-secretário Marcellus Campêlo, foi de grande ajuda na conclusão da obra. Fundamental para que conseguíssemos colocar a unidade em funcionamento, o que vai evitar que muitas mulheres desenvolvam esse tipo de câncer”, declarou.

Novoas casos

O Amazonas deve registrar 15 mil novos casos de câncer no triênio 2026–2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os três tipos da doença mais incidentes no estado são de colo do útero (610 casos), próstata (570) e de mama (500). Quando realizados os exames de rastreio e diagnosticados precocemente, todos têm chances de cura.

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