Cidade para Renato Junior: “confusão é mais inútil que água de salsicha”

Cidade defendeu diálogo, firmeza e serenidade para enfrentar a paralisação dos rodoviários

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O governador Roberto Cidade voltou a se manifestar sobre a crise no transporte coletivo de Manaus e, desta vez, apresentou uma resposta que combinou ação administrativa e recado político. Em publicação nas redes sociais, o governador divulgou documento que registra pagamento de R$ 18 milhões destinado ao auxílio-transporte, enquanto defendeu diálogo, firmeza e serenidade para enfrentar a paralisação dos rodoviários.

O documento publicado por Cidade aponta pagamento, datado de 21 de julho, no valor de R$ 18 milhões, tendo como favorecido o sindicato das empresas de transporte de passageiros. A divulgação foi usada pelo governador para demonstrar que o Estado adotou uma medida concreta em meio à crise.

“Quem me conhece sabe que sou um homem de palavra e sempre estou aberto ao diálogo. Não brigo com pessoas, brigo com os problemas. Os problemas devem ser resolvidos com firmeza e serenidade, pensando nas pessoas”, escreveu Cidade.

Na sequência, veio a frase de maior peso político: “Fazer confusão numa hora dessas é mais inútil que água de salsicha.”

Embora não tenha citado Renato Júnior nessa publicação, a declaração surge após o embate provocado pelas manifestações do prefeito em exercício sobre a greve e pode ser interpretada, dentro desse contexto, como uma indireta ao prefeito.

A manifestação reforça a estratégia adotada anteriormente por Cidade. O governador já havia afirmado que Renato Júnior estaria sendo “guiado e orientado por outro pré-candidato” e classificou a situação como “lamentável”.

Agora, Cidade procura estabelecer um contraste: enquanto a crise ganha contornos políticos, o governador apresenta o repasse de R$ 18 milhões como demonstração de que sua prioridade seria atuar diretamente na busca por uma solução para o problema.

A publicação também sinaliza qual deve ser a postura política de Roberto Cidade diante do aumento da temperatura pré-eleitoral: evitar o confronto pessoal, sustentar um discurso de serenidade, mas responder às provocações com recados políticos quando considerar necessário.

No caso da greve dos rodoviários, Cidade tentou resumir essa postura em uma frase: “Não brigo com pessoas, brigo com os problemas.”

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