Cinco anos após a pandemia, números revelam impacto da COVID-19 pelo mundo

Cinco anos depois da eclosão da pandemia de COVID-19, os números consolidados mostram um retrato marcante das perdas humanas e da disseminação do vírus em diferentes regiões do planeta. Segundo dados do portal Worldometers, países da América Latina e da Europa Oriental aparecem entre os mais afetados proporcionalmente em mortes por habitante, enquanto grandes potências …

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Cinco anos depois da eclosão da pandemia de COVID-19, os números consolidados mostram um retrato marcante das perdas humanas e da disseminação do vírus em diferentes regiões do planeta. Segundo dados do portal Worldometers, países da América Latina e da Europa Oriental aparecem entre os mais afetados proporcionalmente em mortes por habitante, enquanto grandes potências lideram em números absolutos de casos e óbitos.

Mortes proporcionais: Peru no topo do ranking

Quando se considera a quantidade de mortes a cada 1 milhão de habitantes, o Peru ocupa a primeira posição, com 6,6 mil óbitos por milhão. Em seguida, vêm Bulgária (5,66 mil), Hungria (5,11 mil), Bósnia e Herzegovina (5,04 mil) e Macedônia do Norte (4,79 mil). O Brasil aparece mais abaixo, com 3,3 mil mortes por milhão, em patamar semelhante ao de países como Itália (3,26 mil) e Polônia (3,20 mil).

Os números revelam que pequenas nações do Leste Europeu foram duramente atingidas, reflexo de sistemas de saúde mais frágeis e da dificuldade de controlar ondas de contágio.

Casos proporcionais: Coreia do Sul lidera

No ranking de casos por milhão de habitantes, a Coreia do Sul aparece em primeiro lugar, com impressionantes 673,5 mil registros por milhão. Logo atrás estão Áustria (670,7 mil), Eslovênia (652,8 mil), França (612 mil) e Grécia (591,4 mil).

Entre os países ocidentais, Portugal (556,7 mil) e Dinamarca (545,6 mil) também apresentam índices elevados. O Brasil não figura entre os primeiros nesse recorte.

Mortes absolutas: EUA e Brasil concentram maior número

Em números totais de mortes, os Estados Unidos estão no topo, com 1,22 milhão de óbitos, seguidos pelo Brasil, com 711 mil. Na sequência aparecem Índia (533 mil), Rússia (402 mil) e México (334 mil).

O peso do Brasil nesse ranking chama a atenção, colocando o país como o segundo em número absoluto de vítimas fatais, resultado da combinação de ondas intensas de contágio e da dimensão populacional.

Casos absolutos: EUA ultrapassam 111 milhões

Nos registros de casos confirmados, os Estados Unidos também lideram de forma destacada, com 111,8 milhões. Índia (45 milhões), França (40,1 milhões), Alemanha (38,8 milhões) e Brasil (38,7 milhões) completam o grupo dos mais atingidos.

Países asiáticos como Coreia do Sul (34,5 milhões) e Japão (33,8 milhões) também aparecem entre os primeiros, refletindo grandes surtos nos anos posteriores à chegada das variantes mais transmissíveis.

Subnotificação e dúvidas sobre transparência

É importante destacar que esses números podem não retratar a realidade completa. Países como a Índia, por exemplo, já foram alvo de estimativas que apontam para até dez vezes mais mortes do que as estatísticas oficiais indicam. Em nações com acesso limitado à informação ou com forte controle estatal sobre dados, como China e Rússia, especialistas também levantam dúvidas sobre a confiabilidade dos registros. Nesse sentido, a pandemia pode ter deixado marcas ainda mais profundas do que os números divulgados revelam.

Retrato global

O balanço de cinco anos mostra que a pandemia de COVID-19 não afetou os países de maneira homogênea. Enquanto algumas nações sofreram com índices proporcionais altíssimos de mortalidade, outras concentraram a maioria dos casos. O Brasil, em particular, aparece em posição de destaque tanto em números absolutos de mortes quanto de casos, reforçando a magnitude da crise sanitária no país.

Os dados evidenciam que a pandemia deixou marcas profundas e desiguais no mundo, revelando a importância da preparação de sistemas de saúde, da vacinação em larga escala e da cooperação internacional para enfrentar emergências globais

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