Coluna 11 de Marcos Coerais I Envelhecer: Reflexões de Quem Quer Chegar Lá!

Essa semana me peguei pensando sobre o tempo. Sobre a idade. Sobre a finitude da vida. Bom, talvez esse turbilhão de pensamentos tenha sido despertado pela gravação mais recente do Programa Chega Junto, onde entrevistei o Luís Carvalho, presidente da Casa do Idoso São Vicente de Paulo, aqui em Manaus. Foi um um papo profundo …

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Essa semana me peguei pensando sobre o tempo. Sobre a idade. Sobre a finitude da vida. Bom, talvez esse turbilhão de pensamentos tenha sido despertado pela gravação mais recente do Programa Chega Junto, onde entrevistei o Luís Carvalho, presidente da Casa do Idoso São Vicente de Paulo, aqui em Manaus. Foi um um papo profundo e necessário sobre o que é envelhecer.

Me recordo, que estive nessa mesma casa há mais ou menos um ano. Naquela visita, pude ver de perto o esforço de tantos profissionais e voluntários que fazem de tudo para manter a instituição funcionando com dignidade. Me emocionei ao observar o dia a dia de muitos dos idosos que vivem ali. Cada rosto, uma história. Cada silêncio, uma lembrança. Saí de lá mais humano, mais consciente e, sem dúvida, melhor do que entrei.

Fiquei pensando: como temos tratado os nossos idosos? Como temos nos preparado para ser um deles? Porque sim, a verdade nua e crua é que ou a gente envelhece… ou a gente parte dessa vida cedo demais. E, sinceramente, eu não quero ir embora agora. Quero envelhecer. Quero ter histórias para contar, rugas para mostrar e serenidade para viver os últimos capítulos com dignidade.

Mas é preciso começar a plantar isso agora com atitudes boas, escolhas conscientes e uma vida que realmente faça sentido. Só assim, lá na frente, colheremos paz. Tenho vivido isso de perto, em casa, ao ver meu pai cuidando, sempre que pode, dos pais dele, que estão nessa fase tão delicada da vida. É uma entrega diária que de certa forma me emociona e me ensina. A velhice pode ser difícil, sim, cuidar de um idoso é como voltar à infância com eles: exige paciência, atenção e, acima de tudo, amor. Mas é também um tempo de sabedoria, de memórias vivas, de lições que nenhum livro ensina.

Resolvi dedicar a coluna desta semana a um tema que, mais cedo ou mais tarde, atravessa a vida de todos nós. Agora, vamos refletir?  O que temos feito com a vida que nos foi dada? Como estamos cuidando dos nossos idosos e, ao mesmo tempo, de nós mesmos e do nosso próprio futuro? Escolhi falar sobre isso porque, quanto mais observo a velhice de perto, mais entendo que ela não é um acaso, é destino. E no fim das contas, só há duas possibilidades: ou envelhecemos com tudo o que isso implica ou partimos antes. Não temos outra escolha.

Ah, aproveito e te faço o convite, se você puder, assista à entrevista desta semana no Chega Junto, que vai ao ar sexta-feira em todas as plataformas digitais da R2 Ideias. O bate-papo com o Luís Carvalho foi extremamente necessário.

Até semana que vem.

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