Desde 2004, eu tenho rede social. Comecei no Orkut, como muita gente da minha geração. Não cheguei a pegar o Fotolog, nem as redes que vieram antes. Mas vivi aquele boom do começo, quando tudo era novidade, comunidades viravam febre e a ideia de aproximar pessoas, mesmo que de forma virtual, parecia uma revolução. Era …
Coluna 13 de Marcos Coerais I Redes Sociais: Conectados, mas até que ponto?


Desde 2004, eu tenho rede social. Comecei no Orkut, como muita gente da minha geração. Não cheguei a pegar o Fotolog, nem as redes que vieram antes. Mas vivi aquele boom do começo, quando tudo era novidade, comunidades viravam febre e a ideia de aproximar pessoas, mesmo que de forma virtual, parecia uma revolução. Era como ter o mundo inteiro ao alcance de um clique e isso nos fascinava.
Sempre tentei agir com cuidado nas minhas redes. Claro, teve um tempo em que eu falava tudo que pensava, especialmente na era do Twitter hoje chamado de X. Era quase terapêutico. Mas com o tempo, fui mudando. Hoje, minha opinião verdadeira é dada dentro de casa ou quando sou questionado. Entendi que nem tudo precisa virar post, nem todo pensamento merece ser publicado. E tá tudo bem.
Não dá pra negar os benefícios das redes sociais e da internet como um todo quando usadas para o bem. Aprender algo novo, descobrir histórias, se conectar com quem pensa diferente… tudo isso é válido. Mas também é preciso reconhecer que essa “liberdade de expressão” que tanto se fala por aqui, muitas vezes é mal compreendida. Ter um canal nas redes não significa que podemos tudo, nossas palavras, sim, influenciam alguém, de alguma forma.
Já vi gente perder emprego, parcerias e até amigos por conta do tom polêmico ou desrespeitoso em redes sociais. Eu acredito que, muitas vezes, quando alguém age de forma agressiva por aqui, é reflexo de uma frustração pessoal. Ainda assim, respeito. E cabe a cada um de nós saber se blindar de certos conteúdos que só nos drenam energia.
No próximo dia 30 de junho, é comemorado o Dia Mundial das Redes Sociais. E eu entendo o porquê: elas mudaram o mundo. E vão continuar mudando. O futuro? Ah, certamente virão novos jeitos de se comunicar, de se conectar e cada um de nós estará ainda mais online. Mas aí eu te pergunto: como você tem usado as suas redes sociais? Elas estão te aproximando ou te afastando de quem você é de verdade?











