Manaus sempre me despertou admiração. Apaixonado por história, eu costumava me interessar em saber sobre o início de tudo — da Manaus que um dia foi chamada “Manáos”, e que, aos poucos, foi se tornando essa cidade cheia de vida, de histórias e contrastes. Gosto de imaginar como era viver naquelas épocas, quando tudo acontecia …
Coluna 19 de Marcos Coerais I Manaus, 356 anos de histórias, calor e identidade


Manaus sempre me despertou admiração. Apaixonado por história, eu costumava me interessar em saber sobre o início de tudo — da Manaus que um dia foi chamada “Manáos”, e que, aos poucos, foi se tornando essa cidade cheia de vida, de histórias e contrastes. Gosto de imaginar como era viver naquelas épocas, quando tudo acontecia em torno do Centro, onde o comércio, o teatro, os bondes e as famílias se encontravam. Manaus era pequena, mas imensa em cultura, em identidade e em beleza natural.
Com o tempo, a cidade cresceu, a população aumentou e Manaus se expandiu para além de suas margens. É bonito ver esse crescimento, um povo que se reinventa. Mas, ao mesmo tempo, é impossível não sentir certo descontentamento com o que se perdeu nesse processo — os espaços históricos esquecidos, a desorganização, o trânsito caótico, e a falta de cuidado com aquilo que é nosso. Às vezes, assisto a vídeos antigos da cidade, claro, guardada as devidas proporções, dá até vontade de voltar no tempo.
E o que dizer da música “Porto de Lenha”, do Torrinho, imortalizada pelo grupo Raízes Caboclas? Essa canção é uma verdadeira viagem à alma de Manaus. Não vivi aquela época, mas basta ouvir para sentir algo mágico — uma mistura de orgulho, saudade e identidade.
Manaus é isso: calor humano e calor do sol, que parece ter sido dividido pra cada um de nós. Já tive algumas oportunidades para morar longe daqui, mas confesso que sou apegado a essa cidade. Gosto de sair, conhecer outros lugares, mas voltar pra Manaus… ah, isso não tem preço. É aqui que me encontro.
Hoje, aos 356 anos, Manaus continua sendo essa cidade que encanta e desafia. Uma capital que pulsa entre o moderno e o tradicional, entre a floresta e o concreto. Ainda há muito o que melhorar — precisamos cuidar mais dos nossos espaços históricos, preservar o Centro, valorizar o que é nosso.
Parabéns, Manaus! Que teus 356 anos nos inspirem a olhar pra frente sem esquecer de onde viemos. Que nós o povo, continuemos forte, criativo e cheio de esperança. E que nunca falte amor, orgulho e respeito por essa terra que nos acolhe com tanto calor — de todos os tipos.











